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Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 82 Número 5




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Artigo de revisão

Hanseníase: uma doença genética?

Leprosy: a genetic disease?


FLÁVIA COSTA PREVEDELLO1, MARCELO TÁVORA MIRA2

1MD. Mestranda do Núcleo de Investigação Molecular Avançada (NIMA), Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Curitiba (PR), Brasil.
2PhD. Professor adjunto e investigador principal do Núcleo de Investigação Molecular Avançada (NIMA), Programa Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Curitiba (PR) e diretor científico da Fundação Pró-Hansen – Curitiba (PR), Brasil.

Aprovado pelo Conselho editorial para publicação em 04.10.2007. * Trabalho realizado na Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Curitiba (PR), Brasil. Conflito de interesse: Nenhum / Conflict of interest: None Suporte financeiro / Finacial funding: Unicef/UNDP/World Bank/WHO Special Programme for Research and Training in Tropical Diseases (TDR), e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Edital MCT/CNPq/MS-SCTIE-DECIT 35/2005 – Estudo da Hanseníase Como citar este artigo / How to cite this article: Prevedello FC, Mira MT. Hanseníase: uma doença genética? An Bras Dermatol. 2007;82(5):451-9.

Correspondência:
Marcelo Távora Mira Pontifícia Universidade Católica do Paraná,Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde Rua Imaculada Conceição 1115 80215 901 - Curitiba - PR Tel./Fax: : (41) 3271-2618 / (41) 3271-1657 "E-mail":m.mira@pucpr.br

 

Resumo

A hanseníase é doença infecciosa milenar que, apesar da existência de terapêutica eficaz, ainda persiste como problema de saúde pública em seis países, entre eles o Brasil, líder mundial em prevalência da doença. Ao longo das últimas décadas, a hanseníase vem sendo estudada por perspectiva talvez inesperada para uma doença infecciosa: modernos métodos de análise experimental têm sido empregados para evidenciar a importância do componente genético no controle da susceptibilidade do hospedeiro à hanseníase e seus fenótipos. Esses estudos indicam que constituição genética favorável do hospedeiro, somada a fatores propícios, ambientais e relativos ao agente patogênico, tem alto impacto na definição da susceptibilidade tanto à infecção propriamente dita quanto à evolução clínica da doença. Hoje, diversos genes e regiões genômicas já foram relacionados ao controle da susceptibilidade à hanseníase. Outros estudos estão em andamento, visando ao avanço no entendimento das bases moleculares de controle da susceptibilidade do hospedeiro à doença. O conjunto de resultados desses estudos pode levar a formas mais eficazes de diagnóstico, tratamento e prevenção da hanseníase e outras doenças infecciosas.

Palavras-chave: GENÉTICA, HANSENÍASE, POLIMORFISMO GENÉTICO, PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA PARA DOENÇA

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