Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 78 Número 3




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Investigação

Células fúngicas permanecem viáveis por até doze dias em lesões de cromomicose tratadas pela criocirurgia com nitrogênio líquido

Fungal cells remain viable for up to 12 days in chromomycosis lesions treated by cryosurgery with liquid nitrogen


LUIZ GUILHERME MARTINS CASTRO1, ALBERTO SALEBIAN2, CARLOS DA SILVA LACAZ3

1Médico Supervisor-Doutor, Divisão de Dermatologia, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo.
2Biólogo da Divisão de Dermatologia, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Instituto de Medicina Tropical, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
3in memoriam - Instituto de Medicina Tropical, LIM 53, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Recebido em 29.04.2002. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 13.11.2002. Trabalho realizado na Divisão de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Correspondência:
Luiz G. M. Castro Rua Mato Grosso, 128/34 São Paulo SP 01239-040 Tel/Fax: (11) 3159-5303 / 3259-0352 "E-mail":guiga@dermamail.com.br

 

Resumo

*Fundamentos:* A criocirurgia com nitrogênio líquido (C-N2L) é um método terapêutico que vem sendo usado com freqüência crescente no tratamento da cromomicose. Acreditava-se anteriormente que as temperaturas baixas poderiam destruir o agente infectante, mas foi demonstrado que as culturas fúngicas em temperaturas tão baixas como -196°C não causaria a morte do mesmo. Apesar da comprovada eficácia, ainda não se conhece o exato mecanismo de cura. *Objetivo:* Avaliar o período de persistência de fungos viáveis em lesões de cromomicose tratadas pela C-N2L. *Pacientes e Métodos:* Cinco pacientes com cromomicose tiveram suas lesões tratadas pela C-N2L. Foram colhidos, em diferentes intervalos de tempo após a criocirurgia, fragmentos do tecido tratado. A coleta, realizada com punch de 4mm, foi feita em três períodos diferentes: de 0 a 48h, de cinco a sete dias e de 10 a 14 dias após a realização da criocirurgia. Os fragmentos obtidos foram inoculados em Agar Sabouraud para verificação de crescimento de colônias fúngicas. Cada paciente teve um total de três amostras colhidas, uma em cada um dos três períodos mencionados. *Resultados:* O crescimento de colônias foi maior nas coletas mais precoces, enquanto nas amostras colhidas entre o pós-operatório imediato e o quinto dia de pós-operatório o índice de viabilidade foi de 7/8 (87,5%), e naquelas colhidas a partir do sexto dia de pós-operatório foi de apenas 2/7 (28,5%). O maior período de pós-operatório que demonstrou positividade foi de 12 dias. *Conclusão:* Os resultados confirmam os achados anteriores, os quais demonstraram que as baixas temperaturas alcançadas pela C-N2L não são responsáveis pela destruição dos fungos nas lesões de cromomicose. Os autores acreditam que fenômenos biológicos tardios, como necrose ou imunoestimulação sejam os verdadeiros responsáveis pela erradicação dos fungos nas lesões de cromomicose.

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