Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 41 Número 1




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Artigos originais

Atualidade da sífilis no Rio Grande do Sul


CLOVIS BOPP1, CESAR BERNARDI2

1Catedratico da Cadeira de Clínica Dermato-Sifilográfica da Faculdade de Medicina de Porto Alegre URGS
2Instrutor de Ensino Superior da Cadeira de Clínica Dermato-Sifilográfica da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, URGS

 

Resumo

Após mencionar o incremento da incidência da sífilis recente em numerosos países, relatando especialmente as alarmantes cifras reveladas no Seminário sóbre doenças venéreas de Washington, em Novembro de 1965, os autores comprovam idêntica tendência no Brasil e em particular no Rio Grande do Sul. Analisando a posição por freqüência das afecções atendidas no serviço externo da Cadeira de Clínica dérmato-sifilográfica e em tini consultório privado de Porto Alegre em 9 meses do ano de 1965, constatam que a sífilis ocupou o 3° e o 8° lugar respectivamente, demonstrando dêsse modo a importância que a mesma reto¬mou na prática dermatológica contemporânea. A sífilis recente incide hoje em grupos etários mais jovens que ira era salvarsânica, mostrando-se mais freqüente no sexo masculino. Os autores destacam a ocorrência das localizações extra-genitais do cancro sifilítico e a tendência das eflorescências do períoclo secundário a se circunscrever em áreas restritas, como a palma das mãos e planta dos pés. Salientam a grande freqüência das sifílides erosivas de recidiva, genitais e perianais, bem como das alopécias em clareiras do couro cabeludo e dos supecílios, consequentes, em grande número de casos, a tratamentos insuficientes ou inadequados do concro sifilítico. Estas últimas expressões clínicas da sífilis recente, aliadas à frequência dos casos seroresistentes, parecem constituir a tônica da sífilis recente da atualidade, predispondo ao surgimento de manifestações viscerais tardias e permitindo prognosticar-se o surgimento, em futuro não muito remoto e em escala crescente, da reuro sífilis, sífilis cardiovascular, da sífilis congênita, cujas respectivas “erradicações” foram tão festejadas como o fim da sífilis venérea na fase posterior a 1955. Em conclusão, sugerem os autores a urgente necessidade de se imensifícar a divulgação de conhecimentos sôbre sífilis para o público em geral, bera como incentivar o ensino da sífilis nas clínicas universitárias e nos serviços de saúde pública.

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