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Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 29 Número 2




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Trabalhos originais

Apreciação do teste intradérmico com a esporotriquina


A. PADILHA GONÇALVES1, LAIN PONTES DE CARVALHO2

1Assistente do Departamento de Clínica Dermatológica da Policlínica Geral do Rio de Janeiro e da Cadeira de Clínica Dermatológica e Sifilográfica da Escola de Medicina e Cirurgia (Catedrático: Prof. Ramos e Silva).
2Chefe de Seção de Alergia do Departamento de Clínica Dermatológica da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

*Trabalho do Departamento de Clínica Dermatológica da Policlínica Geral do Rio de Janeiro (Diretor: Prof. Ramos e Silva), apresentado na X Reunião Anual dos Dérmato-Sifilógrafos Brasileiros (Curitiba- dezembro de 1953).*

Correspondência:
av. Ataulfo de Paiva, 1.079 (Rio)

 

Resumo

1 - Foram submetidos ao teste intradérmico com a esporotriquina 33 doentes com esporotricose, 55 casos de outras micoses e 94 portadores de dermatoses diversas não micóticas. 2 - O teste foi lido em todos os pacientes 48 horas após a sua realização. Em um certo número de casos, foi lido, também, com 20 minutos, e, ainda noutros pacientes, sempre que pcssível acompanhamos a reação local até o seu desaparecimento. 3 - A leitura aos 20 minutos mostrou-se inconclusiva, de vez que testes de contrôle, feitos com o diluente da esporotriquina, apresentaram reações se¬melhantes às da esporotriquina. Nosso estudo, baseou-se na leitura feita às 48 horas. 4 - Nos testes positivos às 48 horas foram notadas as seguintes alterações, isoladas ou quasi sempre combinadas: eritema, edema, pápula, pústula, vesícula, nódulo, necrose, supuração. As reações mais intensas caminhavam após as 48 horas para a formação de um nódulo com necrose e supuração. 5 - Em todos os casos de esporotricose o teste da esporotriquina foi positivo, sendo na maioria fortemente positivo (3 +, 4 +, 5 +). Em 2 casos o teste feito 1 ano após a cura foi fortemente positivo; noutro caso o teste, um mês após a cura, foi também fortemente positivo. Estudando a intensi¬dade do teste em relação às formas clínicas, os nossos resultados levam-nos a pensar que as reações fortes parecem ser mais freqüentes na esporotricose linfangítica. 6 - No grupo dos pacientes com micoses diversas o teste foi positivo em 27 casos e negativo em 28 casos: aqui, porém, na maioria das vêzes a reação local foi menos intensa (1+ e 2+) que nos casos de esporotricose. 7 - Nos portadores de dermatoses diversas, 36 testes foram positivos e 59 negativos, observando-se, também, que na maioria dos positivos a reação foi de pouca intensidade (1+ e 2+). Comparando os resultados dêste grupo com os do antecedente, constatamos neste um menor número relativo de reações positivas. 8 - O teste intradérmico da esporotroquina parece ser sempre positivo e, na maioria das vêzes, com grande intensidade, na esporotricose, sendo possível, ao que parece, afastar-se a possibilidade diagnostica de esporotricose diante de uma reação negativa. 9 - Êsse teste, entretanto, não se tem mostrado específico, de vez que apresenta elevado percentual de positividade, embora com acentuada tendência a reações mais fracas, tanto em casos de outras micoses como em portadores de dermatoses diversas não micóticas. No primeiro grupo há maior percentual de testes positivos que no segundo, revelando uma certa reatividade de grupo. Até o presente momento, não sabemos como interpretar êsses testes positivos com a esporotriquina em pacientes sem esporotricose. 10 - O teste da esporotriquina pode permanecer positivo pelo menos du¬rante um ano após a cura da esporotricose. 11 - A comparação do teste da esporotriquina com o da tricofitina e o da levedurina, nos diversos grupos estudados, não revelou correlação de espãcie alguma entre êles. 12 - O teste da esporotriquina constitui um meio de estudo dos fenômenos de alergia e de imunidade desenrolados na esporotricose e um processo auxiliar do diagnóstico dessa micose. A nosso ver, porém, nunca deve substituir a cultura, como meio diagnóstico da esporotricose.

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