Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 25 Número 2




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Artigos originais

Sobre uma nova modalidade de irradiação ultravioleta no tratamento da psoríase


Apresentado como nota prévia na sessão de 8-12-49 da Secção do Rio Grande do Sul da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sifilografia.

Correspondência:
Rua Vigário José Inácio, 311 – 2º (Pôrto Alegre).

 

Resumo

Continua a ser difícil, para o dermatologista, a cura da psoríase, cuja etiologia ainda não é conhecida. O autor passa em revista os diversos métodos fisioterápicos, por irradiações, usados, inclusive o de Goetckermann (ultravioleta sôbre a pele sensibilizada pelo alcatrão), e que é, atualmente, o mais usado. Entretanto, êle viu muitos casos resistirem a êste tratamento. Assim, faltava-nos, até a hora atual, um processo fisioterápico seguro, rápido, fácil de aplicar e isento de perigos. Ele tem encontrado isto em uma nova modalidade de irradiação ultravioleta, ainda não usada pelos médicos. Depois de descrever as 8 modalidades de lâmpadas ultravioleta, conhecidas até hoje, êle propõe a última modalidade, - raios ultravioleta produzidos por lâmpadas de filamento, na psoríase. Até há pouco tempo, as fábricas não conseguiam produzir ultravioleta, por simples lâmpadas de filamento, feitas geralmente com tungstênio que não emite raios ultravioleta, A “General Electric Co.” e outras fábricas americanas produzem, agora, tais lâmpadas, provàvelmente, tendo conseguido colocar um pouco de mercúrio na liga do metal. Chamam-nas de “lâmpadas solares com radiação ultravioleta” (“Sun Lamps, with ultraviolet”). E’, de todas as lâmpadas, a que mais pigmenta e, talvez, esteja aí a razão do seu sucesso, na psoríase. Desde que o autor a empregou pela primeira vez, em Julho de 1949, até agora, tem tratado 22 psoriáticos, todos com sucesso completo. O tempo é muito curto, ainda, para dizer-se se se trata de uma cura ou, apenas, de um branqueamento temporário. Mas, mesmo assim, se trataria de um tratamento do mais alto valor, conseguindo-se a regressão das placas, às vêzes, com muito poucas aplicações. O defeito do processo é o tempo que se perde no consultório, as lâmpadas tendo que ficar acêsas 5 minutos antes de funcionar, e só podendo fazer 2 zonas pequenas a 5 minutos, tendo que ficar apagadas depois, pelo menos uma hora. Por isto, êle tem aconselhado aos clientes que comprem as lâmpadas, para fazer aplicações em casa, 3 vêzes por dia, cada vez, em zonas diferentes, pelo menos, nos casos extensos. O autor, também, empregou a mesma lâmpada, com sucesso, em 3 casos de paraqueratose psoriasiforme. Está experimentando a lâmpada em outras afecções, mas só estas 2 indicações bastam para introduzir a lâmpada como processo utilizável em terapêutica dermatológica.

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