Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 24 Número 2




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Artigos originais

Contribuição ao estudo da pelagra


RUBEM DAVID AZULAY1

1Assistente voluntário da Clínica Dermatológica e Sifilográfica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (Prof. F.E. Rabelo). Docente livre da Faculdade Fluminense de Medicina.

*Trabalho apresentado na V Reunião Anual dos Dérmato-Sifilógrafos Brasileiros (Salvador, Bahia, set., 1948).*

 

Resumo

O nosso conceito de pelagra é o da especificidade carencial, isto é, um deficit de niacina. E’ verdade que geralmente se associam outros deficits (riboflavina, tiamina, piridoxina, etc. ), que enriquecem a sintomatologia do pelagroso. Devemos, entretanto, frizar que há certas lesões (a glossite, por exemplo) que podem ser devidas quer à carência niacínica, quer à riboflavínica, quer à piridoxinica. No que concerne aos vários mecanismos que conduzem à produção da pe¬lagra, devemos levar em consideração os seguintes fatores: 1) o teor niacínico dos alimentos; 2) o teor triptofânico dos alimentos, pois o triptofano é o precursor da niacina; 3) a síntese niacínica no intestino, dependente de uma “flora equilibrada”; 4) a existência de substâncias antiniacínicas; 5) a integridade da mucosa gastro-intestinal, a fim de que possa haver absorção. Neste trabalho, estudamos 9 casos de pelagra; eram todos homens adultos (aqui a incidências sôbre os homens é apenas acidental, pois tratava-se de internados em enfermaria de homens), de côr branca (6) e parda (3) ; nenhum dêles era comedor de milho, porém, todos, com exceção de um, eram acoolatras inveterados. Só pudemos obter a história de oito doentes, pois um entrou em estado de alucinação, falecendo no dia seguinte; em seis doentes as primeiras manifestações foram cutâneas e em dois foram gastro-intestinais. Dos 9 doentes, 3 apresentaram conjuntamente sintomas tegumentares, gastro-intestinais e nervoso, 4 com sintomas tegumentares e nervoso, 1 com sintomas tegumentares e gastrointestinais e 1 só com sintomas tegumentares. Em um caso havia associação de vitiligo; as manifestações cutâneas, entretanto, surgiram indiferentemente em pele com e sem pigmento. Dos 9 casos, 2 faleceram na enfermaria; ambos apresentavam sintomatologia completa; a autópsia revelou, em um, pequena abcesso de pulmão e em outro uma tuberculose pulmonar e ganglionar e degeneração gorda, do fígado. No que diz respeito ao tratamento, usamos indiferentemente o ácido nicotínico ou a sua amida; com o primeiro observamos reações vaso-motoras, às vêzes intensas, porém, passageiras. Usamos uma média de 300 mgr, por dia. Pràticamente, quase todas os nossos casos foram tratados exclusivamente com niacina; os resultados foram bons.

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