Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 84 Número 1




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Investigação dermatológica

Vitiligo e emoções *

Vitiligo and emotions


Lucas S.C. Nogueira1, Pedro C.Q. Zancanaro2, Roberto D. Azambuja3

1Especialista em dermatologia e clínica médica. Professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) – Brasília (DF), Brasil.
2Residente de 3º ano do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB) – Brasília (DF), Brasil.
3Médico dermatologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB) – Brasília (DF), Brasil.

Recebido em 05.11.2008. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 19.12.08. * Trabalho realizado no Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB) – Brasília (DF), Brasil. Conflito de interesse: Nenhum Suporte financeiro: Nenhum Como citar este artigo: Nogueira LSC, Zancanaro PCQ, Azambuja RD. Vitiligo e emoções. An Bras Dermatol. 2009;84(1):39-43.

Correspondência:
Pedro Zancanaro SHIS QI 11 - Bloco O - Sala 16ª - Lago Sul 71600 700 Brasília - DF Tel./fax: (61) 7814-2981 E-mail: zancanaro@unb.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS: O vitiligo acomete, em média, 1% da população mundial. Mais de 75% dos pacientes têm autoimagem depreciativa em relação à doença. Seu impacto emocional é muitas vezes negligenciado pelo cuidador, influenciando negativamente o prognóstico. OBJETIVO - Verificar o efeito do vitiligo sobre as emoções e discutir as últimas descobertas sobre a interação mente? corpo e seu desdobramento sobre a doença. MÉTODOS - Cem pacientes com diversas formas de vitiligo responderam, na primeira consulta, a uma pergunta sobre as emoções que a presença das manchas lhes provocava. RESULTADOS – Entre os que apresentavam manchas em áreas expostas, 80% queixaram-se de emoções desagradáveis, em contraposição a 37% dos que tinham manchas em áreas não expostas. As emoções mais referidas foram medo (71%), vergonha (57%), insegurança (55%), tristeza (55%) e inibição (53%). CONCLUSÃO - Qualquer doença crônica produz nos seres humanos uma vivência negativa propiciada pela expectativa de sofrimento. O vitiligo é um desafio à autoestima. Além de uma orientação científica adequada, o paciente de vitiligo carece de conforto emocional. A resposta e a adesão ao tratamento e até mesmo a resiliência diante de eventuais falhas terapêuticas dependem da boa relação médico-paciente. Numa época em que dispomos de respeitável terapêutica, torna-se indispensável que o dermatologista se mostre apto a avaliar seu paciente holisticamente.

Palavras-chave: EMOÇÕES, RELAÇÕES MÉDICO-PACIENTE, VITILIGO

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