Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 86 Número 3




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Investigação

Reacções cutâneas adversas aos inibidores do receptor do factor de crescimento epidérmico – estudo de 14 doentes

Adverse cutaneous reactions to epidermal growth factor receptor inhibitors - a study of 14 patients *


Felicidade Santiago1, Margarida Gonçalo2, José Pedro Reis3, Américo Figueiredo4

1Interna Complementar de Dermatologia - Serviço de Dermatologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra - Coimbra, Portugal.
2MD; chefe de Serviço de Dermatologia do Serviço de Dermatologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra – Coimbra, Portugal.
3MD; assistente hospitalar graduado de Dermatologia do Serviço de Dermatologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra - Coimbra, Portugal.
4MD Ph.D; director de Serviço de Dermatologia do Serviço de Dermatologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra – Coimbra, Portuga

Recebido em 14.07.2010. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 31.07.10. * Trabalho realizado no Serviço de Dermatologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra – Coimbra, Portugal. Conflito de interesse: Nenhum Suporte financeiro: Nenhum

Correspondência:
Felicidade Santiago Serviço de Dermatologia e Venereologia – Hospitais da Universidade de Coimbra Praceta Mota Pinto 3000-075 Coimbra – Portugal Tel./Fax: 00351 239 400 420 / 00351 239 400 490 E-mail: felicidadesantiago@hotmail.com

 

Resumo

FUNDAMENTOS: O cetuximab e o erlotinib, inibidores do receptor do factor de crescimento epidérmico, provocam frequentemente reacções cutâneas adversas peculiares. OBJETIVOS: Caracterizar do ponto de vista clínico-evolutivo as reacções cutâneas adversas e avaliar a sua abordagem terapêutica. METODOLOGIA: Entre março/2005 e setembro/2009 foram seguidos 14 doentes com idade média de 59,6 anos, em tratamento com cetuximab (7) ou erlotinib (7), por neoplasia pulmonar (10) ou colorrectal (4). Retrospectivamente foi avaliado o padrão clínico evolutivo de reacção cutânea, o intervalo entre a introdução do fármaco e o início dos sintomas e a resposta ao tratamento. RESULTADOS: Doze doentes apresentaram erupção papulopustulosa predominantemente na face, decote e dorso, em média 13,5 dias após o início do fármaco. Efectuaram tratamento oral com minociclina ou doxiciclina e tópico com metronidazol, peróxido de benzoílo e/ou corticoide. Ocorreu melhoria das lesões em todos os doentes. Cinco doentes, em média oito semanas após o início da terapia, apresentaram granulomas piogénicos periungueais, em quatro casos associados a paroníquia, melhorados com tratamento tópico (antibióticos, corticoides e antissépticos). Observou-se xerose em alguns doentes e, de forma isolada, outros efeitos adversos, como telangiectasias e angiomas, alterações dos cabelos e cílios e nevos melanocíticos eruptivos. Na maioria dos doentes, a terapêutica com o inibidor do receptor do factor de crescimento epidérmico foi mantida. CONCLUSÃO: Com o crescente uso destas terapêuticas-alvo, torna-se obrigatório reconhecer e tratar os seus efeitos cutâneos adversos, assegurando uma intervenção atempada de forma a permitir a manutenção desta terapêutica.

Palavras-chave: ERUPÇÃO POR DROGA, FATOR DE CRESCIMENTO EPIDÉRMICO, TOXICIDADE DE DROGAS, RECEPTOR DO FATOR DE CRESCIMENTO EPIDÉRMICO

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