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Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 87 Número 2




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Investigação

Cirurgia micrográfica de Mohs: estudo de 83 casos

Mohs micrographic surgery: a study of 83 cases *


Flavianne Sobral Cardoso Chagas1, Bruno de Santana Silva2

1Médica residente do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Aracaju (SE), Brasil.
2Mestre em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP); professor do Departamento de Clínica Médica, disciplina de Dermatologia, da Universidade Federal de Sergipe (UFS); preceptor da residência médica de Dermatologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Aracaju (SE), Brasil.

Recebido em 30.11.2010. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 13.03.11. * Trabalho realizado em clínica privada – Aracaju (SE), Brasil. Conflito de interesse: Nenhum Suporte financeiro: Nenhum Como citar este artigo: Chagas FSC, Silva BS. Cirurgia micrográfica de Mohs: estudo de 83 casos. An Bras Dermatol. 2012;87(2):204-10.

Correspondência:
Rua Ananias Azevedo, 100, apto 702, Treze de Julho, 49020 080 Aracaju - Sergipe. tel.: 79 4141-2750/ 79 9122-2510 E-mail: flavianne.cardoso@globo.com

 

Resumo

FUNDAMENTOS: A cirurgia micrográfica de Mohs é capaz de alcançar altas taxas de cura no tratamento do câncer de pele e remover o mínimo possível de tecido saudável. OBJETIVOS: caracterizar os pacientes submetidos à cirurgia micrográgica de Mohs e estudar aspectos relacionados ao número de fases cirúrgicas. MÉTODOS: trata-se de estudo observacional, transversal e descritivo realizado em serviço de referência para cirurgia micrográfica no período de 2004 a 2010. Foram revisados os prontuários de 79 pacientes (83 cirurgias). RESULTADOS: Foram avaliados 43 mulheres e 36 homens. A média de idade foi 57,5 ± 14,6 anos. Os fototipos II e III foram os mais frequentes, respondendo por 41% e 36,1% respectivamente. O tumor mais freqüente foi o carcinoma basocelular (89,1%), sendo o subtipo sólido o mais frequente (44,6%), seguido pelo esclerodermiforme (32%). A localização mais freqüente foi a nasal (44,6%). A grande maioria dos tumores operados eram recidivados (72,7%). Metade dos tumores mediam 2 cm ou mais. Foram necessárias duas ou mais fases cirúrgicas em 68,7% dos tumores para sua remoção. O tempo de acompanhamento foi igual ou superior a 2 anos em 75%. Houve 01 recidiva pós-Mohs e 02 pacientes apresentaram metástases durante o estudo (ambos carcinomas espinocelulares). CONCLUSÕES: Os achados coincidem com os da literatura, sendo que tumores recidivados e maiores que 2cm necessitaram de mais fases cirúrgicas para sua completa remoção, apesar de não haver diferença estatística (p=0,12 e 0,44, respectivamente).

Palavras-chave: CARCINOMA BASOCELULAR, CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS, CIRURGIA DE MOHS, NEOPLASIAS CUTÂNEAS

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