Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

GO TO

ISSN-e 1806-4841

Prazo encerrado para respostas!

Acesso Restrito:


Associado da SBD, caso não possua ou esqueceu sua senha, solicite-nos.

Assinantes dos ABD

Prazo encerrado para respostas!

Acesso Restrito:


Assinantes devem se logar utilizando o e-mail cadastrado como login. Se não possuir, ou não lembrar o seu login e senha, Solicite Aqui!

Associados da SBD

Volume 75 Número 1




Voltar ao sumário

 

Caso Clínico

Pancreatite: um dos efeitos adversos da terapia antimonial na leishmaniose

Pancreatitis: one of the adverse effects of antimonial therapy in leishmaniasis


MARISE S. MATTOS1, RUTH K. FRIEDMAN2, ISAAC L. DA SILVA FILHO3, MANOEL PAES DE OLIVEIRA NETO4

1Médica. Mestre em doenças infecciosas e parasitárias.
2Médica.
3Tecnologista.
4Pesquisador Titular. Doutor em Biologia Parasitária.

Recebido em 02.12.98. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 01.12.99. Trabalho realizado no Ambulatório de Leishmaniose, Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas (CPqHEC), Instituto Oswaldo Cruz – Fundação Oswaldo Cruz.

Correspondência:
Manoel P. Oliveira-Neto Hospital Evandro Chagas – Fundação Oswaldo Cruz Av. Brasil, 4365 Rio de Janeiro RJ 21045-900 "E-mail":onetohec@dcc001.cict.fiocruz.br

 

Resumo

São relatados dois casos de leishmaniose – forma visceral e forma mucosa – em paciente de 52 anos do sexo masculino e em paciente do sexo feminino de 67 anos, respectivamente. Ambos apresentavam história pregressa de hanseníase. Após a confirmação diagnóstica, foram submetidos a tratamento com antimoniato de meglumina na dose de 20mg (Caso n° 1) e 10mg de Sb5+/kg de peso por dia (Caso n° 2). Os pacientes evoluíram com mal-estar, astenia e anorexia a partir do sexto e décimo dias de tratamento e elevação de sete a 22 vezes dos níveis séricos de amilase para cada caso, respectivamente. O Caso n° 2 apresentou também dor abdominal, náuseas, hipotensão, febre, aumento de uréia, creatinina e transaminases, cardiotoxicidade e prurido cutâneo. O tratamento foi interrompido nos dois casos com regressão da sintomatologia e retorno gradual dos níveis séricos de amilase aos valores normais, apesar da reintrodução do tratamento no Caso n° 1. Não foi possível reintroduzir o tratamento no Caso nº 2 devido à associação com outros efeitos adversos e demora na normalização da amilasemia. Ambos evoluíram para cura clínica da leishmaniose. Os autores discutem relatos semelhantes encontrados na literatura e sugerem o monitoramento da função pancreática ao lado dos outros parâmetros de controle de toxicidade do antimônio.

Palavras-chave: PANCREATITE., ANTIMÔNIO, LEISHMANIOSE

© 2017 Sociedade Brasileira de Dermatologia - Todos os direitos reservados

GN1 - Sistemas e Publicações