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Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 89 Número 1




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Revisão

Índice de detecção de hanseníase em Salvador no período de 2001 a 2009*

Epidemiological situation of leprosy in Salvador from 2001 to 2009*


Shirlei Cristina Moreira1; Claudilson José de Carvalho Batos2; Lara Tawil3

1. Dermatologista - Médica do Ministério da Saúde e Hospital Santa Izabel - Salvador (BA), Brasil
2. Infectologista do Hospital Couto Maia - Professor da Faculdade de Tecnologia e Ciências - Salvador (BA), Brasil
3. Médica - Clínica privada - Salvador (BA), Brasil

Recebido em 03.10.2 012.
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 22.03.2013.
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Moreira SC, Batos CJC, Tawil L. Índice de detecção de hanseníase em Salvador no período de 2001 a 2009. AnBrasDermatol. 2014;89(1):108-19.

Correspondência:

Lara Tawil
Rua da graça, 292 Apt 101 - Edf. Bernardo Martins Catharino - Bairro Graça
40150-055 - Salvador - BA Brasil
E-mail: larinha_tawil@hotmail.com

 

Resumo

O Mycobacterium leprae foi descrito pela primeira vez em 1873 por Amauer Hansen como sendo o bacilo causador da hanseníase, uma doença infectocontagiosa crônica granulomatosa. A hanseníase faz parte do grupo das 10 doenças negligenciadas e, na Bahia, apresenta níveis de endemicidade entre altos e muito altos. É alarmante a presença de 52 novos casos de hanseníase em menores de 15 anos em Salvador no ano de 2006, sugerindo contato precoce com a doença. O objetivo é analisar a situação epidemiológica, o índice de detecção de hanseníase e avaliar o perfil clínico-epidemiológico da hanseníase em Salvador no período de 2001 a 2009 por meio de dados secundários colhidos pelo SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Por meio de notificação de pacientes com diagnóstico de hanseníase, foi feito um estudo do tipo transversal retrospectivo. Durante os nove anos estudados, foi notificado um total de 3.226 pacientes, entre os quais houve predomínio do sexo feminino e da forma clínica multibacilar (virchowiana+dimorfa) na população em geral. Porém, quando analisados menores de 15 anos, a predominância foi de formas paucibacilares (tuberculoide+indeterminada). A forma tuberculoide foi a mais diagnosticada. O coeficiente de detecção anual em Salvador manteve-se em nível de endemicidade muito alto durante o período estudado e, em menores de 15 anos, variou entre alto e muito alto. O grau 2 de incapacidade física, tanto no momento do diagnóstico quanto na alta por cura, variou entre baixo e médio. Com base nessas informações, conclui-se que a manutenção dos coeficientes de detecção de hanseníase em níveis altos na população em geral e variando entre alto e muito alto nos menores de 15 anos, associada ao grau 2 de incapacidade física presente em níveis considerados médios no momento do diagnóstico e na cura, demonstra a necessidade de aperfeiçoamento dos serviços existentes e de investimento na busca ativa de casos e na capacitação de profissionais de Saúde em Salvador.

Palavras-chave: Doenças endêmicas; Epidemiologia; Hanseníase

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