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ISSN-e 1806-4841

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Volume 89 Número 3




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Investigação

Fatores que influenciam a cicatrização de úlceras venosas crônicas dos membros inferiores: uma coorte retrospectiva*

Factors that influence healing of chronic venous leg ulcers: a retrospective cohort*


Marilia Formentini Scotton; Hélio Amante Miot; Luciana Patricia Fernandes Abbade

Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) - Botucatu (SP), Brasil

Recebido em 11.04.13.
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 17.06.2013.
Suporte financeiro: nenhum
Conflito de interesses: nenhum
Como citar este artigo: Scotton MF, Miot HA, Abbade LPF. Fatores que influenciam a cicatrização de úlceras venosas crônicas dos membros inferiores: uma coorte retrospectiva. 2014;89(3):414-22

Correspondência:

Luciana Patricia Fernandes Abbade
Distrito de Rubião Jr, S/N
18610-340 Botucatu, SP
E-mail: lfabbade@fmb.unesp.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS: Úlceras venosas têm impacto significativo sobre a qualidade de vida dos pacientes. Configuram problema de saúde pública em todo o mundo. Seu tratamento é complexo e com altas taxas de insucesso.
OBJETIVOS: Identificar fatores clínicos e terapêuticos que influenciam a cicatrização de úlceras venosas.
MÉTODOS: Coorte retrospectiva com portadores de úlceras venosas cujas áreas foram medidas na primeira consulta (T0), após seis meses (T6) e após um ano (T12). Redução de 50% ou mais da área em T6 e T12 foi o desfecho analisado e ponderado segundo características clínicas, demográficas e relacionadas ao tratamento.
RESULTADOS: Foram incluídos 94 pacientes (137 úlceras). Observou-se redução de 50% ou mais da área em 40,1% das úlceras (IC 95% 31,9%-48,4%) em T6 e 49,6% (IC 95% 41,2%-58,1%) em T12. A cicatrização completa ocorreu em 16,8% em T6 (IC 95% 10,5%-23,1%) e 27% em T12 (IC 95% 19,5%-39,5%). As menores reduções das áreas das úlceras em T6 foram associadas ao maior tempo de úlcera ativa [RR = 0,95 (IC 95% 0,91-0,98)], a episódios de infecção [RR = 0,42 (IC 95% 0,23-0,76)] e à má adesão à terapia compressiva [RR =4,04 (IC 95% 1,31-12,41)]. Em T12, associaram-se ao maior tempo de úlcera ativa [RR = 0,95 (IC 95% 0,92-0,98)], ao maior tempo de uso de antibioticoterapia tópica [RR = 0,93 (IC 95% 0,87-0,99)] e ao uso de antibiótico sistêmico [RR = 0,63 (IC 95% 0,40-0,99)].
CONCLUSÕES: Maior tempo de úlcera ativa, infecção, má adesão à terapia compressiva e maior tempo de uso de antibióticos tópicos e sistêmicos se correlacionaram, de forma independente, com pior prognóstico para cicatrização.

Palavras-chave: Cicatrização; Estudos de coortes; Extremidade inferior; Fatores de risco; Úlcera varicosa; Úlcera da perna

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