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Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 89 Número 6




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Investigação

Piercings em estudantes de medicina e suas repercussões cutâneas*

Piercings in medical students and their effects on the skin*


Kátia Sheylla Malta Purim1,2; Bernardo Augusto Rosario1; Cristine Secco Rosario2; Ana Tereza Bittencourt Guimarães2

1. Universidade Positivo (UP) - Curitiba (PR), Brasil
2. Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Curitiba (PR), Brasil

Recebido em 17.06.2013.
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 07.12.2013.
Conflito de Interesses: Nenhum
Suporte Financeiro: Nenhum
Como citar este artigo: Purim KSM, Rosario BA, Rosario CS, Guimarães ATB. Piercings em estudantes de medicina e suas repercussões cutâneas. An Bras Dermatol. 2014;89(6):905-11.

Correspondência:

Kátia Sheylla Malta Purim
Universidade Positivo - Curso de Medicina
Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 Campo Comprido
81280-330 - Curitiba - PR Brasil
E-mail: kspurim@gmail.com

 

Resumo

FUNDAMENTOS: Piercing é um adorno corporal comum nos jovens, porém seus riscos de infecções e distúrbios cicatriciais são pouco difundidos.
OBJETIVO: Avaliar a prevalência do uso de piercing entre estudantes de medicina e suas possíveis consequências dermatológicas.
MÉTODOS: Estudo transversal realizado com 58 acadêmicos de medicina, mediante questionário estruturado, abordando aspectos sociodemográficos dos estudantes, questões técnicas referentes ao piercing e características das complicações dermatológicas.
RESULTADOS: A amostra teve predomínio do sexo feminino (86,2%) e média de idade de 24 ± 3 anos. A colocação do primeiro piercing ocorreu na adolescência (mediana: 15 anos de idade), sem orientação médica (91,4%) e sem conhecimento dos pais ou responsáveis (74%). A maioria dos adornos era de metal/inox, no modelo de halteres (51,7%), inseridos no umbigo (53,5%) ou orelha (41,4%), com reações cutâneas frequentes nos seis primeiros meses depois da aplicação. Cicatriz hipertrófica, dor, edema e infecção (p < 0,05) apresentaram frequências significativamente mais elevadas entre os usuários de piercing no umbigo.
CONCLUSÃO: A inserção do piercing ocorreu na adolescência. Reações inflamatórias e infecciosas locais foram comuns. Distúrbios cicatriciais e dermatites ocorreram em longo prazo. Há necessidade de prevenção e ações educativas para a população a partir do meio acadêmico.

Palavras-chave: Cicatriz; Estudantes de medicina; Piercing corporal

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