Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 90 Número 4




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Investigação

Avaliação e acompanhamento dos efeitos clínico-histológicos da isotretinoína oral no fotoenvelhecimento*

Oral isotretinoin in photoaging: objective histological evidence of efficacy and durability*


Bruna Souza Felix Bravo1,2; David Rubem Azulay1,3; Ronir Raggio Luiz3; Carlos Alberto Mandarim-De-Lacerda4; Tullia Cuzzi3; Mônica Manela Azulay3

1. Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay, da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ), Brasil
2. Hospital Federal da Lagoa - Rio de Janeiro (RJ), Brasil
3. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Rio de Janeiro (RJ), Brasil
4. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) - Rio de Janeiro (RJ), Brasil

Recebido em 16.05.2014.
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 20.08.2014.
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Bravo BSF, Azulay DR, Luiz RR, Mandarim-De-Lacerda CA, Cuzzi T, Manela-Azulay M. Avaliação e acompanhamento dos efeitos clínico-histológicos da isotretinoína oral no fotoenvelhecimento. An Bras Dermatol. 2015;90(4):478-86.

Correspondência:

Bruna Souza Felix Bravo
Rua Dona Marina, 143 sala c 11 - Botafogo
22280-020 - Rio de Janeiro - RJ Brasil
E-mail: brunabravo@globo.com

 

Resumo

FUNDAMENTOS: O uso off-label da isotretinoína oral no fotoenvelhecimento tem sido uma ferramenta terapêutica utilizada por dermatologistas. Há poucos estudos que comprovem sua eficácia e durabilidade.
OBJETIVOS: Avaliar clínica e histologicamente as mudanças induzidas pela isotretinoína oral no fotoenvelhecimento da pele e sua durabilidade.
MÉTODOS: Vinte pacientes femininas com idades entre 45 e 50 anos, graus de envelhecimento facial II ou III de Glogau e fototipos de pele entre II e V, que não haviam entrado na menopausa, fizeram uso de 20 mg de isotretinoína oral por dia, três vezes na semana, por 12 semanas. Avaliação clínica foi realizada pelas pacientes, pelo médico pesquisador e pelo médico avaliador. Foram realizadas biópsias de pele na região pré-auricular, e os cortes histológicos permitiram a classificação do grau da elastose solar e a análise morfométrica.
RESULTADOS: Clinicamente, tanto as pacientes quanto os médicos avaliador e pesquisador observaram uma melhora na qualidade da pele. Pela avaliação histológica, 65% das pacientes apresentaram uma melhora na qualidade das fibras elásticas, e 60%, um aumento na densidade do colágeno. Pela avaliação morfométrica, foi observado um aumento da densidade de colágeno após o tratamento, subindo de 51,2% para 57,4%, significativo estatisticamente (p = 0,004). Doze semanas depois do término do tratamento, essa densidade apresentou uma diminuição para 54,7%, mantendo-se com valores estatisticamente significativos (p = 0,050). Houve um aumento na densidade das fibras elásticas de 26,5% para 31,3%, também significativo estatisticamente (p = 0,02), que caiu, nas 12 semanas seguintes, para 27,5%.
CONCLUSÕES: Este estudo confirmou a atuação da isotretinoína oral na remodelação da matriz extracelular e sua durabilidade após 12 semanas, mais significativa no que se refere às fibras colágenas.

Palavras-chave: Envelhecimento da pele; Isotretinoína; Retinoides

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