Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 90 Número 6




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Investigação

Estudo clínico e histológico da alopecia permanente pós-transplante de medula óssea*

Clinical and histological study of permanent alopecia after bone marrow transplantation*


Flávia Machado Alves Basilio1,2 Fabiane Mulinari Brenner1; Betina Werner1; Graziela Junges Crescente Rastelli1

1. Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Curitiba (PR), Brasil
2. Hospital Santa Catarina de Blumenau (HSC) - Blumenau (SC), Brasil

Recebido em 08.09.2014.
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 02.01.2014.
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Basilio FMA, Mulinari-Brenner F, Werner B, Rastelli GJC. Estudo clínico e histológico da alopecia permanente pós-transplante de medula óssea. An Bras Dermatol. 2015;90(6):814-21.

Correspondência:

Flávia Machado Alves Basilio
181, General Carneiro St.
80060-900 Curitiba-PR Brasil
Email: flavia_mab@yahoo.com.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS: A alopecia permanente pós-transplante de medula óssea é rara, porém cada vez mais casos têm sido descritos, tipicamente envolvendo altas doses de quimioterápicos usados em regimes de condicionamento para o transplante. O bussulfano, classicamente descrito em casos de alopecia irreversível, permanece associado em casos recentes. A patogênese envolvida na queda dos fios ainda não está clara e há poucos estudos disponíveis. Além dos agentes quimioterápicos, outro fator que pode estar implicado como causa é a doença do enxerto contra o hospedeiro crônica. No entanto, não há ainda critérios histopatológicos definidos para esse diagnóstico.
OBJETIVOS: Avaliar clínica e histologicamente casos de alopecia permanente pós-transplante de medula óssea, para identificar características da alopecia permanente induzida pela quimioterapia mieloablativa e da alopecia como manifestação da doença do enxerto contra o hospedeiro crônica.
MÉTODOS: Foram utilizados dados coletados dos prontuários de sete pacientes, como a descrição das características clínicas, e revisadas as lâminas e os blocos das biópsias.
RESULTADOS: Dois padrões histológicos distintos foram encontrados: um semelhante ao da alopecia androgenética, não cicatricial, e outro semelhante ao do líquen plano pilar, cicatricial.
CONCLUSÕES: O primeiro padrão corrobora dados da literatura de casos de alopecia permanente induzida por agentes quimioterápicos, e o segundo, ainda não descrito, é compatível com manifestação da doença do enxerto contra o hospedeiro crônica no couro cabeludo. Os resultados contribuem para a elucidação dos fatores envolvidos nesses casos e para a escolha dos métodos terapêuticos.

Palavras-chave: Alopecia; Quimioterapia; Quimioterapia de indução; Transplante de medula óssea

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