Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 75 Número 4




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Investigação

Correlação clinicopatológica em 40 casos novos de lobomicose

Clinic-pathological correlation in 40 cases of lobomycosis


DILTOR VLADIMIR A. OPROMOLLA1, ANDREA F. F. BELONE2, PAULO ROGÉRIO OLDANI TABORDA3, VALÉRIA BREGA ALVARES TABORDA3

1Dermatologista. Diretor, Divisão de Pesquisa e Ensino.
2Pesquisadora Científica.
3Dermatologista, Divisão de Dermatologia.

Recebido em 19.4.1999. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 27.5.2000. Trabalho realizado no Instituto Lauro de Souza Lima - ILSL, Bauru, SP.

Correspondência:
Diltor Vladimir A. Opromolla Instituto Lauro de Souza Lima Diretoria de Ensino e Pesquisa Cx. Postal 3031 Bauru SP 17001-970 Tel /Fax: (14) 221-5860 "E-mail":pesquisa@ilsl.br

 

Resumo

*Fundamentos:* A lobomicose é micose cutâneo-subcutânea causada pela Lacazia loboi, fungo não cultivável in vitro e de terapêutica insatisfatória, que merece observações clínicas e histopatológicas. *Objetivos:* Correlacionar aspectos clínicos e histopatológicos em 40 casos de lobomicose. *Métodos:* Lesões de 40 acreanos com lobomicose foram fotografadas e estudadas histologicamente. *Resultados:* Clinicamente, a maioria dos pacientes (34/40) apresentava lesões monomórficas queloidiformes, predominantemente nos pavilhões auriculares (18/40). Pontilhados enegrecidos das lesões correlacionavam-se à eliminação transepidérmicas de fungos. Nervos eram íntegros no interior dos granulomas dérmicos. Classificaramse células histiocitárias de cinco tipos: a. histiócitos isolados contendo fungos; b. histiócitos agrupados em sincício; c. células gigantes de corpo estranho; d. células gigantes de Langerhans; e. células epitelióides rendilhadas. No interior das células gigantes de corpo estranho e nas formações sinciciais, os fungos eram numerosos; ao contrário, nas células gigantes de Langerhans e nas células epitelióides rendilhadas, eram escassos. *Conclusões:* Na lobomicose o fungo multiplica-se muito lentamente, paralelo a deficiência imunológica do hospedeiro humano, traduzida por grandes acúmulos de fungos, imaturidade das células gigantes, pequeno número de linfócitos, raros granulomas tuberculóides típicos e ineficiência na eliminação dos fungos mortos.

Palavras-chave: MICROBIOLOGIA., MICOSE

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