Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 92 Número 5




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Revisão

Verrugas virais anogenitais em idade pediátrica*

Anogenital warts in pediatric population*


Miguel Costa-Silva1; Inês Fernandes2; Acácio Gonçalves Rodrigues2; Carmen Lisboa1,2

1. Departamento de Dermatologia e Venereologia do Centro Hospitalar São João, EPE - Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Porto, Portugal
2. Departamento e Laboratório de Microbiologia - Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Porto, Portugal

Recebido em 24.08.2016
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 11.12.2016
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Costa-Silva M, Fernandes I, Rodrigues AG, Lisboa C. Verrugas virais anogenitais em idade pediátrica. An Bras Dermatol. 2017;92(5):676-83.

Correspondência:

Miguel Costa-Silva
Centro Hospitalar São João
Alameda Prof. Hernâni Monteiro
4200-319 Porto, Portugal
E-mail: miguelcostaesilva.dermato@gmail.com

 

Resumo

A abordagem de crianças com verrugas anogenitais, no contexto de abuso sexual, revela-se um desafio na prática clínica. Este trabalho tem como objetivo rever os conhecimentos atuais sobre as verrugas anogenitais em crianças, as formas de transmissão, associação com abuso sexual bem como propor uma abordagem transversal a todas as especialidades médicas. Foi efetuada uma revisão sistemática da literatura em Português e Inglês, de janeiro de 2000 a janeiro de 2016, usando as bases de dados “ISI Web of Knowledge” e “Pubmed”. Foram incluídas crianças até 12 anos de idade. Os aspectos ético-legais foram consultados na Declaração e Convenção dos Direitos das Crianças e na Organização Mundial de Saúde. Existem formas documentadas de transmissão não sexual e sexual do vírus do papiloma humano em crianças. A possibilidade de transmissão sexual parece ser maior em crianças com mais de quatro anos de idade. Perante verrugas anogenitais em crianças com menos de quatro anos, deve ser fortemente considerada a possibilidade de transmissão não sexual na ausência de outras infecções sexualmente transmissíveis e de indicadores ou de história consistente de abuso sexual. O valor da genotipagem do vírus do papiloma humano na avaliação de existência de abuso sexual é controverso. São fundamentais, no decorrer da investigação, história clínica e exame físico detalhados, tanto da criança quanto dos cuidadores. A probabilidade de associação entre vírus do papiloma humano e abuso sexual aumenta diretamente com a idade. A abordagem médica multidisciplinar aumenta a capacidade de identificar o abuso sexual no contexto de verrugas anogenitais em crianças.

Palavras-chave: Abuso sexual na infância; Condiloma acuminado; Criança; Papillomaviridae; Verrugas

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