Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

GO TO

ISSN-e 1806-4841

Prazo encerrado para respostas!

Acesso Restrito:


Associado da SBD, caso não possua ou esqueceu sua senha, solicite-nos.

Assinantes dos ABD

Prazo encerrado para respostas!

Acesso Restrito:


Assinantes devem se logar utilizando o e-mail cadastrado como login. Se não possuir, ou não lembrar o seu login e senha, Solicite Aqui!

Associados da SBD

Volume 76 Número 1




Voltar ao sumário

 

Investigação

Estudo hospitalar da leishmaniose tegumentar americana (LTA): epidemiologia e tratamento

Case series study of mucocutaneous leishmaniasis (MCL): epidemiology and treatment


LUCAS SOUZA CARMO NOGUEIRA1, RAIMUNDA NONATA RIBEIRO SAMPAIO2

1Graduando, 12º semestre de Medicina.
2Professora de Dermatologia, Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília (UnB). Chefe, Serviço de Dermatologia, Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Recebido em 5.5.2000. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 8.01.2001. Trabalho realizado na na Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília.

Correspondência:
Raimunda Nonata Ribeiro Sampaio SHIS QI 25 Conj. 02 casa 01 Brasília DF 71660-220 Tel: (61) 367-1331 Fax: (61) 367-3825 "E-mail":rnrsampaio@hotmail.com

 

Resumo

*Fundamentos:* A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é doença de importante prevalência no Brasil, apresentando nas últimas décadas mudanças em relação a seu padrão epidemiológico e distribuição pelo país. *Objetivos:* Caracterizar epidemiologicamente os pacientes portadores de LTA atendidos no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e definir respostas ao tratamento. *Material e Método:* Série de casos a partir de protocolos preenchidos pelos dermatologistas do HUB entre 01/01/1994 e 30/04/1998. *Resultados:* Predomínio de homens (66,2%), na faixa etária em que são mais requisitados para o trabalho (38,8%), lavradores (26,1%), com a forma cutânea da doença (58,8%), e com boa resposta ao tratamento com a N-metil-glucamina, em especial para formas exclusivamente cutâneas (79,1%). As formas mucosas responderam ao tratamento em menos casos (67,6%). Não houve influência estatisticamente comprovada sobre o prognóstico dos pacientes de fatores como número e local das lesões cutâneas, além do uso de tratamentos anteriores. *Conclusões:* Este estudo sugere que a transmissão profissional ainda representa importante forma de transmissão da LTA, embora isso esteja se alterando lentamente. Acredita-se que a elevação do percentual das formas cutâneas em relação a estudo anterior realizado nesse mesmo hospital se deva ao fato de os autores avaliarem um ambulatório de referência, com demanda progressivamente maior para essa moléstia, e à autoctonia da doença no Distrito Federal.

Palavras-chave: LEISHMANIOSE CUTÂNEA., EPIDEMIOLOGIA, LEISHMANIOSE

© 2017 Sociedade Brasileira de Dermatologia - Todos os direitos reservados

GN1 - Sistemas e Publicações