Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 93 Número 1




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Investigação

Níquel, cromo e cobalto: agentes de relevância na etiologia da dermatite alérgica de contato. Estudo comparativo entre dois períodos: 1995-2002 e 2003-2015*

Nickel, chromium and cobalt: the relevant allergens in allergic contact dermatitis. Comparative study between two periods: 1995-2002 and 2003-2015*


Ida Duarte; Rodolfo Ferreira Mendonça; Karen Levy Korkes; Rosana Lazzarini; Mariana de Figueiredo Silva Hafner

Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil

Trabalho submetido em 30.05.2016.
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 12.09.2016.

Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum

Como citar este artigo: Duarte I, Mendonça RF, Korkes KL, Lazzarini R, Hafner MFS. Nickel, chromium and cobalt: the relevant allergens in allergic contact dermatitis. Comparative study between two periods: 1995-2002 and 2003-2015. An Bras Dermatol. 2018;93(1):64-7.

Correspondência:

Rodolfo F. Mendonça
E-mail: rodolfofmendonca@yahoo.com.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS: Metais são agentes causadores comuns de dermatite alérgica de contato, ocupacional ou não. Em alguns países que regulamentaram a quantidade de níquel nos objetos, observou-se uma redução na incidência da dermatite de contato.
OBJETIVOS: Analisar e comparar, com estudos prévios, o perfil de sensibilização a metal entre 2003-2015.
MÉTODOS: Os pacientes submetidos a teste de contato entre 2003-2015 foram avaliados retrospectivamente quanto aos índices de sensibilização aos metais, associações entre estes, relação com profissão e epidemiologia.
RESULTADOS: Dos 1.386 pacientes testados, 438 (32%) apresentaram teste positivo a algum metal, resultado semelhante aos 404/1.208 (33%) do estudo prévio (1995-2002) no mesmo Serviço (p=0,32). As frequências de níquel (77%), cobalto (32%) e cromo (29%) pouco se alteraram (p=0,20). A maioria dos casos com sensibilização ao cromo estava relacionada à profissão (64%), ao contrário de níquel e cobalto (p<0,0001). Dentre os sensibilizados a metal, em ambos os estudos predominaram o sexo feminino (p=0,63) e a faixa etária de 20-49 anos (p=0,11); o número de brancos aumentou (p<0,001), assim como as lesões no segmento cefálico (50,5%; p<0,0001) e nas mãos (45%; p<0,0001), tendo estas deixado de ser as localizações mais frequentes. O número de trabalhadores com ocupação relacionada à limpeza diminuiu (39% w 59%; p<0,0001), os quais ainda lideram, à frente de pedreiros/pintores, que aumentaram (14% versus 9%; p=0,013). A frequência de trabalho úmido reduziu-se (65% versus 81%; p<0,0001).
LIMITAÇÕES DO ESTUDO: O trabalho incluiu um único grupo populacional; consideraram-se apenas pacientes com testes positivos aos metais -os demais não foram avaliados quanto à possibilidade de falso-negativos.
CONCLUSÃO: A sensibilização aos metais, ocupacional ou não, se mantém expressiva nos últimos 21 anos, com poucas mudanças epidemiológicas.

Palavras-chave: Dermatite alérgica de contato; Dermatite de contato; Metais; Testes cutâneos; Testes do emplastro

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