Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 93 Número 2




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Educação médica continuada

Gnatostomíase: uma doença infecciosa emergente e relevante para todos os dermatologistas*

Gnathostomiasis: an emerging infectious disease relevant to all dermatologists*


Francisco Bravo1,2; Bernardo Gontijo3,4

1. Disciplina de Dermatologia e Patologia da Universidad Peruana Cayetano Heredia – Lima, Peru
2. Serviço de Patologia do Hospital Cayetano Heredia – Lima, Peru
3. Disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte (MG), Brasil
4. Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte (MG), Brasil

Trabalho submetido em 03.08.2017
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 27.09.2017
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Bravo F, Gontijo B. Gnathostomiasis: an emerging infectious disease relevant to all dermatologists. An Bras Dermatol. 2018;93(2):172-80.

Correspondência:

Bernardo Gontijo
E-mail: bernardofgontijo@gmail.com

 

Resumo

A gnatostomíase é uma infecção parasitária causada pelo terceiro estágio larval de nematódeos do gênero Gnathostoma. A doença é endêmica em alguns países do mundo. No continente americano, os países com o maior número de casos são México, Equador e Peru. Contudo, devido ao crescente número de viagens, tanto em nível inter quanto intracontinental, a doença é observada cada vez mais em turistas. Além disso, países como o Brasil, que nunca foram endêmicos, começam a reportar casos autóctones. A doença, usualmente, apresenta-se como um nódulo migratório, profundo ou um pouco superficial, em pacientes com história de ingestão de peixe cru na forma de ceviche, sushi ou sashimi. Além da apresentação clínica, os critérios diagnósticos incluem a eosinofilia periférica ou tecidual. Na maioria das vezes, tais critérios são suficientes para justificar a instituição do tratamento. As chances de se encontrar o parasita são remotas, a menos que a biópsia seja realizada em uma área muito específica que surge após o início do tratamento. O potencial de acometimento de outros órgãos, com consequências mais graves, deve ser sempre considerado.

Palavras-chave: Doenças transmissíveis emergentes; Gnathostoma; Gnatostomíase; Helmintíase; Infecções por nematoides; Saúde do viajante

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