Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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Volume 93 Número 2




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Investigação

Carcinoma basocelular esclerodermiforme: o quanto podemos confiar na dermoscopia para diferenciá-lo de carcinomas basocelulares não agressivos? Análise de 1.256 casos*

Sclerodermiform basal cell carcinoma: how much can we rely on dermatoscopy to differentiate from non-aggressive basal cell carcinomas? Analysis of 1256 cases*


Husein Husein-ElAhmed

Departamento de Dermatologia do Hospital de Baza - Granada, Espanha

Trabalho submetido em 08.11.2016
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 05.03.2017
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Husein-ElAhmed H. Sclerodermiform basal cell carcinoma: how much can we rely on dermatoscopy to differentiate from non-aggressive basal cell carcinomas? Analysis of 1256 cases. An Bras Dermatol. 2018;93(2):229-32.

Correspondência:

Husein Husein-ElAhmed
E-mail: huseinelahmed@hotmail.com

 

Resumo

FUNDAMENTOS: O comportamento de cada carcinoma basocelular é sabidamente diferente de acordo com o padrão de crescimento histológico. Entre essas lesões agressivas, os carcinomas basocelulares esclerodermiformes são o tipo mais comum. Esta é uma lesão de difícil tratamento, devido a invasão de tecidos profundos, crescimento rápido e risco de metástase, e, em geral, apresenta um mau prognóstico se não for diagnosticado nos estádios iniciais.
OBJETIVO: Investigar se os carcinomas basocelulares esclerodermiformes são diagnosticados tardiamente em comparação ao carcinoma basocelular não esclerodermiforme.
MÉTODO: Todas as lesões retiradas de 2000 a 2010 foram incluídas. Um patologista classificou as lesões em duas coortes: uma com espécimes de carcinoma basocelular não agressivo (superficial, nodular e pigmentado) e outra com carcinoma basocelular esclerodermiforme. Para cada lesão, foram coletadas informações dos prontuários digitais dos pacientes em relação a: sexo, idade, primeira consulta na clínica e localização do tumor.
RESULTADOS: Foram incluídas 1.256 lesões, dentre as quais 296 (23,6%) correspondiam ao carcinoma basocelular esclerodermiforme, enquanto 960 (76,4%) eram subtipos não agressivos de carcinoma basocelular. A idade ao diagnóstico foi de 72,78 ± 12,31 anos para o carcinoma basocelular esclerodermiforme e 69,26 ± 13,87 anos para o carcinoma basocelular não agressivo (P<0,0001) . O carcinoma basocelular esclerodermiforme foi diagnosticado em média 3,52 anos mais tarde do que os carcinomas basocelulares não agressivos. Os carcinomas basocelulares esclerodermiformes foram diagnosticados 3,40 anos e 2,34 anos mais tarde do que os carcinomas basocelulares não agressivos em pacientes mais novos e mais velhos, respectivamente (P=0,002 e P=0,03, respectivamente).
LIMITAÇÕES DO ESTUDO: Modelo retrospectivo.
CONCLUSÃO: A precisão diagnóstica e a hipótese clínica inicial de carcinoma basocelular esclerodermiforme são bastante baixas em comparação a outras formas de carcinoma basocelular, como a nodular, superficial e pigmentada. Os padrões vasculares dermoscópicos, que são a base para o diagnóstico de tumores cutâneos não melanocíticos não pigmentados, podem não ser particularmente úteis na identificação precoce dos carcinomas basocelulares esclerodermiformes. Como uma entidade distinta, os carcinomas basocelulares esclerodermiformes mostram uma deficiência de diagnóstico precoce em comparação aos subtipos menos agressivos de CBC e, desta forma, ferramentas mais precisas, além da dermoscopia, são necessárias para atingir o objetivo de diagnosticar o carcinoma basocelular esclerodermiforme mais precocemente.

Palavras-chave: Dermoscopia; Diagnóstico; Diagnóstico por imagem; Diagnóstico tardio; Neoplasias cutâneas

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