Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 93 Número 3




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Investigação

Ulceração aftosa recorrente: estudo epidemiológico dos fatores etiológicos, tratamento e diagnóstico diferencial*

Recurrent aphthous ulceration: an epidemiological study of etiological factors, treatment and differential diagnosis*


Salomão Israel Monteiro Lourenço Queiroz1; Marcus Vinícius Amarante da Silva2; Ana Miryam Costa de Medeiros1; Patrícia Teixeira de Oliveira1; Bruno Cesar de Vasconcelos Gurgel1; Éricka Janine Dantas da Silveira1

1. Programa de Pós-Graduação em Patologia Oral, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal (RN), Brasil
2. Departamento de Odontologia (Graduação), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal (RN), Brasil

Recebido 15 Julho 2016
Aceito 03 Abril 2017
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Queiroz SIML, Silva MVA, Medeiros AMC, Oliveira PT, Gurgel BCV, Silveira EJD. Recurrent aphthous ulceration: an epidemiological study of etiological factors, treatment and differential diagnosis. An Bras Dermatol. 2018;93(3):341-6.

Correspondência:

Éricka Janine Dantas da Silveira e Salomão Israel Monteiro Lourenço Queiroz
E-mail: ericka_janine@yahoo.com.br e salomaoisrael10@gmail.com

 

Resumo

FUNDAMENTO: Ulcerações aftosas recorrentes são lesões ulceradas benignas comuns na boca, cuja etiologia é pouco compreendida, com tratamento controverso e de difícil controle clínico.
OBJETIVO: Avaliação dos casos de ulcerações aftosas recorrentes com foco no tratamento, diagnóstico e etiologia.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo dos casos do serviço de Diagnóstico Oral da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em Natal/RN. Foram coletadas informações como sexo, idade, raça, localização, hábitos de tabagismo, tipos de tratamento, episódios de recidiva, resultados de exames laboratoriais e características clínicas. As associações entre as variáveis foram analisadas utilizando o teste do Qui-quadrado de Pearson (p < 0,05).
RESULTADOS: Foram atendidos 4.895 pacientes no serviço em um período de 11 anos. Desses, 161 (3,3%) exibiram queixa de ulcerações aftosas orais, sendo 76 pacientes (47,2%) diagnosticados como portadores de ulcerações aftosas recorrentes e 68 (42,2%) com as informações clínicas necessárias para avaliação. A língua foi a região anatômica mais acometida, com 27 indivíduos (39,7%), seguida pela mucosa jugal, com 22 casos (32,3%).
LIMITAÇÃO DO ESTUDO: Estudo retrospectivo com dados registrados em prontuários.
CONCLUSÃO: Os cirurgiões-dentistas, dermatologistas e otorrinolaringologistas são os principais responsáveis pelo primeiro contato com os portadores dessa doença e devem estar atentos aos aspectos clínicos e tratar cada paciente de forma individualizada, já que a terapêutica é paliativa, o seu diagnóstico é por exclusão, e sua etiologia é desconhecida.

Palavras-chave: Diagnóstico; Estomatite aftosa; Mucosa bucal; Terapêutica

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