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Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 93 Número 6




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Investigação

Hanseníase: estudo clínico-epidemiológico em pacientes acima de 60 anos no estado do Espírito Santo, Brasil*

Leprosy: clinical and epidemiological study in patients above 60 years in Espírito Santo State - Brazil*


Lucia Martins Diniz1; Leonardo Bezerra Maciel2

1. Disciplina de Dermatologia, Departamento de Clínica Médica, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória (ES), Brasil
2. Disciplina de Dermatologia, Universidade Federal do Maranhão, São Luís (MA), Brasil

Recebido 13 Março 2017.
Aceito 31 Julho 2017.
Suporte financeiro: Nenhum
Conflito de interesse: Nenhum
Como citar este artigo: Diniz LM, Maciel LB. Leprosy: clinical and epidemiological study in patients above 60 years in Espírito Santo State - Brazil. An Bras Dermatol. 2018;93(6):824-8.

Correspondência:

Lucia Martins Diniz
E-mail: ldiniz0304@hotmail.com

 

Resumo

FUNDAMENTOS: Hanseníase é doença infecciosa crônica, endêmica no Brasil, pouco estudada nos pacientes acima de 60 anos.
OBJETIVO: O estudo objetivou a descrição epidemiológica e clínica dos indivíduos com hanseníase acima de 60 anos, notificados pelo estado do Espírito Santo, Brasil.
MÉTODOS: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo dos casos de hanseníase, notificados entre 2001 e 2011.
RESULTADOS: Do total de 16.025 notificados, 2.510 (15,6%) tinham acima de 60 anos; a distribuição durante os anos foi igualitária, exceto nos dois últimos anos, com discreta queda; a idade média foi 70 anos (±7 anos); 46% eram mulheres, sendo 62% delas casos paucibacilares (p=0,004); houve 1.145 (50,5%) indivíduos pardos/negros, com significância nos casos paucibacilares; foram encontrados 1.638 (72,9%) analfabetos ou pouco instruídos, significativamente entre os casos multibacilares (p=0,022); 59,9% eram casos multibacilares clinicamente e 37,4% tinham baciloscopia positiva; 37,9% apresentavam alterações clínicas nos nervos periféricos, sendo que, dos casos multibacilares, 36,7% eram grau I e 15,3%, grau II na avaliação do grau de incapacidade.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO: Trata-se de estudo retrospectivo, utilizando-se dados secundários, gerados por médicos e notificados por outros profissionais, possibilitando erros na origem e na digitação das variáveis.
CONCLUSÕES: A hanseníase nesse grupo etário sugeriu longo período de incubação com reativação de foco latente ou infecção tardia. O sexo masculino foi mais afetado, assim como a cor parda/negra foi estatisticamente significante nos casos paucibacilares (p=0,000) e os analfabetos/pouco estudo, nos casos multibacilares (p=0,022). Quase 40% tinham baciloscopia positiva e graus de incapacidade I/II, evidenciando diagnóstico tardio.

Palavras-chave: Epidemiologia; Hanseníase; Idoso

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