Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 94 Número 1




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Investigação

Necrólise epidérmica: o desempenho do SCORTEN em pacientes com e sem SIDA*

Epidermal necrolysis: SCORTEN performance in AIDS and non-AIDS patients*


Carlos Gustavo Wambier1,2; Thaís Angélica Hoekstra1; Sarah Perillo de Farias Wambier1; Roberto Bueno Filho2; Fernando Crivelenti Vilar3; Renato Soriani Paschoal2; Ana Maria Roselino2; Marco Andrey Cipriani Frade2; Norma Tiraboschi Foss2

1. Departamento de Medicina, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa (PR), Brasil
2. Divisão de Dermatologia, Department of Internal Medicine, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa (PR), Brasil
3. Divisão de Moléstias Infecciosas e Tropicais, Departamento de Clínica Médica, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo (SP), Brasil

Recebido 28 Dezembro 2016.
Aceito 26 Novembro 2017.
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Wambier CG, Hoekstra TA, Wambier SPF, Bueno Filho R, Vilar FC, Paschoal RS, Roselino AM, Frade MAC, Foss NT. Epidermal necrolysis: SCORTEN performance in AIDS and non-AIDS patients. An Bras Dermatol. 2019;94(1):17-23.

Correspondência:

Carlos Gustavo Wambier
E-mail: cwambier@usp.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS: Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica são reações vesicobolhosas, potencialmente fatais, a medicamentos, com alta incidência de sequela ocular. O termo “necrólise epidérmica” tem sido recentemente utilizado para melhor descrever o espectro completo da doença que inclui síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica em extremos opostos, as quais são diferenciadas pela porcentagem de superfície corporal com destacamento epidérmico. O SCORTEN é escala de previsão de mortalidade para casos de necrólise epidérmica (NE), que ainda necessitava de validação para uso em pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida.
OBJETIVO: Avaliar o desempenho do SCORTEN na síndrome da imunodeficiência adquirida, e as diferenças de desfechos entre pacientes com e sem síndrome da imunodeficiência adquirida.
MÉTODOS: Estudo tipo coorte retrospectivo de casos de NE em pacientes com e sem síndrome da imunodeficiência adquirida, admitidos em um centro de referência brasileiro entre 1990 e 2014.
RESULTADOS: Cinco óbitos (16,7%) ocorreram como consequência de NE em 30 pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida, e sete (17,9%) em 39 pacientes sem síndrome da imunodeficiência adquirida, um risco relativo (RR) de 0,92 (p=1,0). SCORTEN revelou grande capacidade de predição com área sob a curva (AUC) de característica de operação do receptor (ROC) de 0,90, com um intervalo de confiança de 95% entre 0,81 e 0,99. A performance do SCORTEN foi melhor entre os pacientes sem síndrome da imunodeficiência adquirida do que em pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida: AUC sem síndrome da imunodeficiência adquirida=0,99 (IC 95% - 0,96-1,00), AUC com SIDA=0,74 (IC 95% - 0,53-0,95), p=0,02.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO: Heterogeneidade dos casos e ampla variação das doses de corticoterapia, quando usada.
CONCLUSÃO: SCORTEN é válido para a população brasileira e em pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida. Recomenda-se seu uso para a decisão terapêutica.

Palavras-chave: Escalas; Hospitalização; Letalidade; Síndrome de imunodeficiência adquirida; Síndrome de Stevens-Johnson; Tempo de internação

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