Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 94 Número 1




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Investigação

Estudo da resposta inflamatória tecidual de diferentes linhagens de camundongos infectados pelo fungo demáceo Fonsecaea pedrosoi*

Study of tissue inflammatory response in different mice strains infected by dematiaceous fungi Fonsecaea pedrosoi*


Marilia Marufuji Ogawa1; Mario Mariano2; Maria Regina Regis Silva3; Milvia Maria Simões e Silva Enokihara3; Nilceo Schwery Michalany3; Angela Satie Nishikaku4; Agenor Messias Silvestre5; Jane Tomimori1

1. Departamento de Dermatologia, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo (SP), Brasil
2. Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo (SP), Brasil
3. Departamento de Patologia, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo (SP), Brasil
4. Laboratório Especial de Micologia, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo (SP), Brasil
5. Departamento de Saúde II, Universidade Nove de Julho, São Paulo (SP), Brasil

Recebido 09 Junho 2017
Aceito 03 Novembro 2017
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Ogawa MM, Mariano M, Silva MRR, Enokihara MMSS, Michalany NS, Nishikaku AS, Silvestre AM, Tomimori J. Study of tissue inflammatory response in different mouse strains infected by dematiaceous fungi Fonsecaea pedrosoi. An Bras Dermatol. 2019;94(1):29-36.

Correspondência:

Marilia Marufuji Ogawa
E-mail: mariliaogawa@uol.com.br; mariliaogawa@gmail.com

 

Resumo

FUNDAMENTOS: As doenças causadas por fungos melanizados incluem micetoma, cromoblastomicose e feoifomicose. Este amplo espectro clínico depende das interações dinâmicas entre o agente etiológico e o hospedeiro. O estado imunológico do hospedeiro influencia o desenvolvimento da doença, uma vez que a feoifomicose é mais frequentemente observada em pacientes imunocomprometidos.
OBJETIVOS: Examinar a resposta inflamatória histológica induzida por Fonsecaea pedrosoi em várias linhagens de camundongos (BALB/c, C57BL/6, Nude e SCID, e Nude reconstituído).
MÉTODOS: Fonsecaea pedrosoi foi cultivado em gel de ágar e um fragmento deste gel foi implantado no subcutâneo da região abdominal de camundongos fêmeas adultas. Uma vez infectados, fragmentos de tecido da região da inoculação foram avaliados histopatologicamente.
RESULTADOS: Houve alterações significativas entre as linhagens, com a lesão nodular mais persistente em camundongos Nude e SCID, enquanto em camundongos imunocompetentes, a lesão evoluiu para ulceração e cicatrização. A análise histopatológica mostrou reação inflamatória aguda significativa, consistindo principalmente de neutrófilos na fase inicial, seguida por granuloma de tipo tuberculoide em camundongos imunocompetentes.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO: Não existir modelo animal adequado de cromoblastomicose.
CONCLUSÕES: A infiltração neutrofílica teve papel importante na contenção da infecção para evitar a propagação fúngica, inclusive em camundongos imunodeficientes. A eliminação fúngica foi dependente dos linfócitos T. A reexposição de camundongos C57BL/6 a F. pedrosoi causou atraso na resolução da infecção e o aparecimento de células muriformes, que talvez indiquem que a reexposição a fungos pode levar à cronicidade da infecção.

Palavras-chave: Cromoblastomicose; Dermatomicoses; Feoifomicose; Imunossupressão; Modelos animais

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