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Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 94 Número 1




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Investigação

Associação do infiltrado linfocitário tumoral com a positividade do linfonodo sentinela no melanoma cutâneo fino*

Association between tumor-infiltrating lymphocytes and sentinel lymph node positivity in thin melanoma*


Fernando De Marco dos Santos1; Felipe Correa da Silva2; Julia Pedron2; Roque Domingos Furian3; Cristina Fortes4; Renan Rangel Bonamigo5,6

1. Departamento de Oncologia, Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul (RS), Brasil
2. Disciplina de Patologia, Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Porto Alegre (RS), Brasil
3. Laboratório de Patologia, Santa Casa de Porto Alegre, Porto Alegre (RS), Brasil
4. Departamento de Epidemiologia, Istituto Dermopatico dell’Immacolata, Rome, Italy
5. Serviço de Dermatologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (RS), Brasil
6. Programa de Pós-Graduação em Patologia, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Porto Alegre (RS), Brasil

Recebido 13 Julho 2017.
Aceito 13 Dezembro 2017.
Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Santos FM, Silva FC, Pedron J, Furian RD, Fortes C, Bonamigo RR. Association between tumor-infiltrating lymphocytes and sentinel lymph node positivity in thin melanoma. An Bras Dermatol. 2019;94(1):47-51.

Correspondência:

Fernando De Marco dos Santos
E-mail: ferdemarco@yahoo.com.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS: A biópsia do linfonodo sentinela em melanomas cutâneos primários invasivos finos (espessura de até 1mm) é um assunto controverso. A presença do infiltrado linfocitário tumoral pode ser um fator a ser considerado na decisão de realizar o procedimento.
OBJETIVO: Avaliar a associação entre a presença do infiltrado linfocitário tumoral e as metástases linfonodais causadas por melanomas cutâneos primários finos.
MÉTODOS: Estudo transversal com 137 registros de melanoma cutâneo primário fino invasivo, entre 2003 e 2015, submetidos à biópsia do linfonodo sentinela. As variáveis clínicas consideradas foram idade, sexo e topografia da lesão. As variáveis histopatológicas aferidas foram: infiltrado linfocitário tumoral, subtipo do melanoma, espessura de Breslow, níveis de Clark, número de mitoses por mm2, ulceração, regressão e satelitose. Foram realizadas análise univariada e regressão logística, com avaliação do odds ratio e considerada relevância estatística quando p<0,05.
RESULTADOS: Dos 137 casos de melanomas cutâneos primários finos submetidos à biópsia do linfonodo sentinela, dez (7,3%) apresentaram comprometimento metastático do linfonodo sentinela. A ulceração histopatológica esteve associada positivamente à presença de linfonodo metastático, com odds ratio=12,8 (2,77-59,4 IC 95%, p=0,001). A presença do infiltrado linfocitário tumoral moderado/acentuado demonstrou-se fator de proteção para a presença de linfonodo metastático, com odds ratio=0,20 (0,05-0,72 IC 95%, p=0,014). As demais variáveis - clínicas e histopatológicas - não estiveram associadas ao desfecho.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO: O número de casos relativamente reduzido de linfonodo sentinela positivo pode explicar essa associação tão expressiva entre a ulceração e a metastatização dos mesmos.
CONCLUSÃO: Em pacientes com melanoma cutâneo primário fino, infiltrado linfocitário tumoral leve ou ausente bem como ulceração representam fatores de risco independentes para a existência de metástase linfonodal.

Palavras-chave: Biópsia de linfonodo sentinela; Linfócitos do interstício tumoral; Melanoma; Oncologia; Infiltrado linfocitário

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