Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 94 Número 2




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Investigação

Perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes com dermatite de contato ocupacional atendidos em serviço de Dermatologia relacionada ao trabalho (2000 – 2014)*

Sociodemographic and clinical profile of patients with occupational contact dermatitis seen at a work-related dermatology service, 2000 - 2014*


Maria das Graças Mota Melo1; Ana Luiza Castro Fernandes Villarinho1; Iuri da Costa Leite2

1. Setor de Dermatologia Ocupacional, Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro (RJ), Brasil
2. Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro (RJ), Brasil

Recebido 19 Maio 2017.
Aceito 30 Novembro 2017.

Suporte Financeiro: Nenhum
Conflito de Interesses: Nenhum
Como citar este artigo: Melo MGM, Villarinho ALCF, Leite IC. Sociodemographic and clinical profile of patients with occupational contact dermatitis seen at a work-related dermatology service, 2000 – 2014. An Bras Dermatol. 2019;94(2): 147-56.

Correspondência:

Maria das Graças Mota Melo
E-mail: grmotamelo@gmail.com

 

Resumo

FUNDAMENTOS: As dermatoses ocupacionais são frequentes, em particular as dermatites de contato. Estudos epidemiológicos sobre essas dermatoses são escassos no Brasil e se fazem necessários como parte da política pública de proteção da saúde do trabalhador.
OBJETIVOS: Identificar o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes com suspeita de dermatite de contato ocupacional, atendidos no período de 2000 a 2014, em um serviço de dermatoses ocupacionais.
MÉTODOS: Estudo transversal e retrospectivo, baseado em informações do banco de dados do Serviço.
RESULTADOS: Entre os 560 pacientes com teste de contato conclusivo, 289 (46,9%) apresentaram dermatose ocupacional e 213, dermatite de contato ocupacional com predomínio do tipo alérgica em relação à irritativa (149:64, respectivamente). A chance de dermatose ocupacional foi maior entre homens e menor entre pacientes com idade maior ou igual a 50 anos e com nível de escolaridade mais elevado. Quanto à chance de apresentar dermatite de contato alérgica ocupacional, apenas a variável sexo foi estatisticamente significativa. As profissões mais atendidas foram: relacionadas à limpeza, pedreiro/servente, relacionadas a tintas, mecânico/metalúrgico e cozinheiro. Os alérgenos mais incriminados foram: sulfato de níquel, bicromato de potássio, cloreto de cobalto, carba-mix e formaldeído.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO: A realização em um centro terciário e a dificuldade de acesso a alguns alérgenos fora da bateria padrão foram fatores limitantes no estudo.
CONCLUSÕES: Foi possível identificar o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes com suspeita de dermatite de contato ocupacional, assim como os grupos profissionais e principais alérgenos com alto risco de causarem dermatite de contato ocupacional nessa população.

Palavras-chave: Dermatite de contato; Dermatite ocupacional; Exposição a produtos químicos; Saúde do trabalhador

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