Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 95 Número 1




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Investigação

Seria a arterite macular linfocítica limitada à pele? Seguimento prolongado de sete pacientes*

Is macular lymphocytic arteritis limited to the skin? long-term follow-up of seven patients*


Thâmara Cristiane Alves Batista Morita1; Gabriela Franco Sturzeneker Trés1; Paulo Ricardo Criado1,2

1. Departamento de Dermatologia, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
2. Faculdade de Medicina do ABC, Santo André, SP, Brasil

Recebido em 24 de setembro de 2018
Aceito em 4 de maio de 2019
Disponível na Internet em 20 de fevereiro de 2020
Como citar este artigo: Morita TCAB, Trés GFS, Criado PR. Is macular lymphocytic arteritis limited to the skin? Long-term follow-up of seven patients. An Bras Dermatol. 2020;95:32-9.

Correspondência:

T.C.A.B. Morita
E-mail: thamaramorita@usp.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS: A arterite macular linfocítica apresenta-se mais comumente como máculas hiperpigmentadas nos membros inferiores. A patogênese da doença ainda é incerta e há uma discussão em curso se ela de fato representa uma nova vasculite cutânea ou se trata de uma forma indolente de poliarterite nodosa cutânea.
OBJETIVO: Descrever achados clínicos, histopatológicos e laboratoriais de pacientes que receberam o diagnóstico de arterite macular linfocítica.
MÉTODOS: Foi conduzida uma pesquisa retrospectiva, em que foram revistos os casos seguidos na Clínica de Vasculites da Divisão de Dermatologia, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, entre 2005 e 2017. Sete pacientes foram incluídos.
RESULTADOS: Todos os pacientes eram do sexo feminino, entre 9-46 anos, e tinham máculas hiperpigmentadas principalmente nas pernas. Três pacientes relataram sintomas. As biópsias de pele evidenciavam infiltrados predominantemente linfocíticos que acometiam arteríolas da junção derme-subcutâneo, bem como um típico anel de fibrina luminal. Nenhum paciente desenvolveu úlceras necróticas, dano neurológico ou manifestações sistêmicas. O seguimento variou de 18 a 151 meses, com duração média de 79 meses.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO: Pequena amostra de pacientes e desenho retrospectivo e não controlado.
CONCLUSÕES: De nosso melhor conhecimento, esta série de casos apresenta a maior duração de seguimento já relatada. Durante esse período, nenhum dos pacientes mostrou resolução das lesões nem progressão para vasculite sistêmica. Similaridades entre os achados das biópsias de pele dão apoio à hipótese de que a arterite macular linfocítica é uma forma benigna, incompleta e menos agressiva de poliarterite nodosa cutânea.

Palavras-chave: Lipoproteina(a); Livedo reticular; Pele; Poliarterite nodosa; Trombose; Vasculite

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