Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 95 Número 2




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Investigação

Aspectos das células de langerhans e TNF-α na imunidade cutânea das verrugas anogenitais*

Aspects of langerhans cells and TNF-α the cutaneous immunity of anogenital warts*


John Verrinder Veasey1; Adriana Bittencourt Campaner2; Rute Facchini Lelli3

1. Clínica de Dermatologia, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Vila Buarque, SP, Brasil
2. Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Vila Buarque, SP, Brasil
3. Laboratório de Patologia, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Vila Buarque, SP, Brasil

Recebido em 4 de março de 2019
aceito em 14 de junho de 2019
Disponível na Internet em 13 de abril de 2020
Como citar este artigo: Veasey JV, Campaner AB, Lellis RF. Aspects of Langerhans cells and TNF-α in the cutaneous immunity of anogenital warts. An Bras Dermatolo. 2020;95:144-149.

Correspondência:

J.V. Veasey
E-mail: johnveasey@uol.com.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS: A verruga anogenital é a principal infecção sexualmente transmissível de atendimento em clínicas especializadas. Pode se apresentar por quadros frustros a exuberantes, conforme a interação do vírus com a imunidade do hospedeiro. A imunidade celular é a principal forma de defesa do epitélio contra o vírus, com participação ativa das células de Langerhans e citocinas pró-inflamatórias como o TNF-α.
OBJETIVO: Avaliar a resposta imune epitelial de verrugas anogenitais de homens, de acordo com o número de lesões apresentadas.
MÉTODOS: Estudo transversal prospectivo feito no ambulatório de dermatologia de hospital terciário. Foram incluídos pacientes do sexo masculino acima de 18 anos sem comorbidades, com condilomas anogenitais sem tratamentos prévios. Para avaliação da imunidade epitelial local as lesões foram quantificadas e, após removidas, submetidas a exame de imuno-histoquímica de CD1a para morfometria e morfologia das células de Langerhans, além de reação de TNF-α, para avaliação da impregnação dessa citocina no tecido.
RESULTADOS: Foram incluídos no estudo 48 pacientes. Não houve diferença estatisticamente significante ao se comparar o número de lesões à morfometria das células de Langerhans, nem à morfologia dessas células e à presença de TNF-α nas lesões. Entretanto, notou-se que pacientes com maior número de células de Langerhans nas lesões tinham suas células com morfologia estrelada e dendrítica, enquanto os com menos células apresentavam morfologia arredondada e sem dendritos (p < 0,001).
LIMITAÇÕES DO ESTUDO: Número reduzido de pacientes analisados.
CONCLUSÕES: Não houve diferença na imunidade epitelial entre os pacientes com poucas e muitas lesões de condilomas anogenitais, aferida pela morfologia e morfometria das células de Langerhans e positividade de TNF-α. Estima-se que essa avaliação por meio de outros marcadores de imunidade possa mostrar algum resultado.

Palavras-chave: Células de Langerhans; Condiloma acuminado; Fator de necrose tumoral alfa; Imunidade; Verrugas.

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