Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

GO TO

ISSN-e 1806-4841

Prazo encerrado para respostas!

Acesso Restrito:


Associado da SBD, caso não possua ou esqueceu sua senha, solicite-nos.

Assinantes dos ABD

Prazo encerrado para respostas!

Acesso Restrito:


Assinantes devem se logar utilizando o e-mail cadastrado como login. Se não possuir, ou não lembrar o seu login e senha, Solicite Aqui!

Associados da SBD

Volume 76 Número 4




Voltar ao sumário

 

Investigação

Melanoma Cutâneo Primário em Londrina

Primary Cutaneous Melanoma in Londrina


AIRTON DOS SANTOS GON1, LORIVALDO MINELLI2, ALDA LOSI GUEMBAROVSKI3

1Professor-Assistente. Setor de Dermatologia. Departamento de Clínica Médica
2Professor-Associado. Chefe do Setor de Dermatologia. Departamento de Clínica Médica
3Professor-Adjunto. Chefe do Setor de Anatomia Patológica. Departamento de Patologia Aplicada, Legislação e Deontologia.

Recebido em 01.09.2000. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 27.03.2001. Trabalho realizado no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina.

Correspondência:
Airton dos Santos Gon Avenida Bandeirantes, 994 Vila Ipiranga Londrina PR 86.010-020 Fone/Fax: 0(**)43-324-7651 "e-mail":airton@sercomtel.com.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS - A incidência e mortalidade por melanoma vêm aumentando em todo o mundo. São poucos os estudos epidemiológicos nacionais sobre o assunto. OBJETIVOS - Detectar a freqüência, analisar e classificar os melanomas cutâneos primários diagnosticados em Londrina no período de 1990 a 1999, segundo as principais características clínicas e histológicas, comparando os dados obtidos com os da literatura nacional e internacional. MÉTODOS - Exames com diagnóstico de melanoma cutâneo primário, procedentes de três laboratórios de anatomia patológica de Londrina, revisados quanto às variáveis sexo, idade, localização do tumor, tipo histológico, nível de invasão (Clark) e espessura tumoral (Breslow). A análise estatística dos resultados utilizou os testes qui-quadrado e t de Student. RESULTADOS - Identificados 303 tumores, com predomínio feminino (54,46%). Aidade variou de 18 a 96 anos, com média de 56,48. Houve diferença significante (p = 0,017) da localização em relação ao sexo, com maior número de tumores no tronco nos homens em relação às mulheres, nas quais predominou a localização no membros inferiores. Do total da amostra, 202 representavam melanomas invasivos integralmente ressecados. Os tipos mais freqüentes foram o melanoma nodular (41,09%) e o melanoma disseminativo superficial (37,13%). A maior proporção dos tumores estudados estava classificados nos níveis de invasão III e IV (70,30%). A espessura tumoral variou de 0,12 a 22,50mm, com média de 3,17mm e mediana de 2,06mm. Setenta e cinco por cento dos tumores avaliados mostraram espessuras acima de 0,75mm. CONCLUSÕES - O melanoma cutâneo primário em Londrina apresenta padrões de distribuição por sexo, idade e localizações semelhantes aos classicamente reconhecidos em todo o mundo. No entanto, apresenta diferenças em relação à proporção de diagnósticos por tipo histológico, com maior número de melanomas nodulares e níveis de invasão e espessura tumoral mais avançados em relação aos estudos internacionais.

Palavras-chave: CÂNCER, EPIDEMIOLOGIA, MELANOMA

© 2017 Sociedade Brasileira de Dermatologia - Todos os direitos reservados

GN1 - Sistemas e Publicações