Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 76 Número 5




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Investigação

Alterações oculares e incapacidade visual em pacientes com hanseníase – um estudo no Distrito Federal

Ocular complications and visual deficiency observed in patients with Hansen’s disease – a study in the Federal District


RACHEL CORTINHAS TORIBIO1, GUSTAVO FEDERICI MENDES1, ROSICLER ROCHA AIZA ALVAREZ2, ANA LÚCIA BASTOS DE SOUZA3

1Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília e médico(a)-assistente de Oftalmologia no Hospital das Forças Armadas. Brasília – D.F
2Pós-Doutora em Dermatologia – Professora Adjunta Faculdade de Medicina – Universidade de Brasília (UnB)
3Residente de Clínica Médica do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN)

Recebido em 13.03.00. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 20.05.2001. Trabalho realizado no Serviço de Anatomia Patológica e Serviço de Dermatopediatria, Hospital de Clínicas de Curitiba - PR.

Correspondência:
Rachel Cortinhas Toribio Av. Rio Branco, 984 / 101 - Praia do Centro Vitória ES 29055-642 Tel/fax: 0(xx)27- 3389-6946

 

Resumo

FUNDAMENTOS:De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a hanseníase figura nas principais causas de cegueira, e é influenciada por vários fatores, tais como: forma clínica, duração da doença e tratamento recebido. De acordo com estudos recentes,após a introdução da poliquimioterapia como tratamento da hanseníase, a prevalência da incapacidade visual tem diminuído. Objetivos:Descrever as alterações oculares e classificar o grau de incapacidade visual dos pacientes cadastrados no Programa de Controle de Hanseníase do Distrito Federal. Métodos:Avaliação oftalmológica em uma casuística composta por 153 indivíduos, utilizando o protocolo proposto pela Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) em 1987. RESULTADOS:Observou-se que a queixa ocular mais comum foi o ardor, ocorrendo em 30,1% dos pacientes; a deficiência visual ocorreu em 5,2%, e a visual grave em 1,3%, não tendo havido caso de cegueira absoluta; as alterações oculares mais frequentes foram a catarata, relacionada em 15,0% com as formas multibacilares e 3,1% com as formas paucibacilares; lagoftalmo em 3,9%; diminuição da sensibilidade da córnea em 23,5% e iridociclíte em 7,8% dos pacientes; quanto ao grau de incapacidade visual, 74,8% da casuística apresentou grau 0; grau 1 ocorreu em 23,6%, e grau 2 em 1,6%. Conclusões: A idade, o tempo de duração da doença menor que cinco anos em 60,7% dos pacientes e o tratamento com a poliquimioterapia, parecem ter influenciado no grau de incapacidade visual.

Palavras-chave: COMPLICAÇÕES OCULARES, INCAPACIDADE VISUAL, HANSENÍASE.

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