Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 76 Número 5




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Investigação

Perfil Evolutivo das Subclasses de Imunoglobulinas Gama em Pacientes de Pênfigo Foliáceo Endêmico

Evolutionary profile of Immunoglobulin Gamma Subclass in patients with Endemic pemphigus foliaceus


SORAYA NEVES MARQUES BARBOSA DOS SANTOS1, ORCANDA ANDRADE PATRUS2, ABSALOM LIMA FILGUEIRA3, LUIS A. DIAZ4

1Doutora em Dermatologia UFRJ
2Professora Titular – Dermatologia UFMG
3Professor Titular – Dermatologia UFRJ
4Chairman Department of Dermatology of Medical College of Wiscosin.

Recebido em 09.10.2000. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 16.07.2001. * Trabalho realizado durante o curso de doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Correspondência:
Soraya Neves Marques Barbosa dos Santos R. Domingos Vieira, 273, 907-10 - Santa Efigênia Belo Horizonte BH Cep 30150-240

 

Resumo

FUNDAMENTOS: A subclasse da imunoglobina (IgG)4 é a mais encontrada no pênfigo foliáceo (PF), tanto na forma endêmica (PFE) como na forma não endêmica. Apesar da constatação da patogenicidade dos anticorpos (Ac) IgG4 realizada experimentalmente em camundongos Balb/c, ainda não é bem compreendido o valor de outras subclasses, e nem seria possível que elas também tivessem participação na etiopatogênese do PFE. OBJETIVO – Estabelecer o perfil das subclasses de IgG durante a evolução do pênfigo foliáceo endêmico (PFE). METODOLOGIA – Utilizando o método de imunofluorescência indireta (IFI) com anticorpos monoclonais, estudou-se o comportamento dessas subclasses, em relação à evolução da doença, no soro de 47 doentes de PFE e 31 controles sadios. Destes últimos, 12 eram parentes geneticamente relacionados, e 19 não parentes. Os pacientes foram distribuídos em cinco grupos: com menos de seis meses de doença, de sete a 12 meses, com mais de 13 meses, pacientes em recaída e em cura. Os resultados obtidos nesses diferentes grupos foram relacionados às seguintes variáveis: atividade clínica, forma da doença, tempo de disseminação das lesões e tratamentos utilizados. RESULTADOS – Não houve resultados positivos no grupo de controles. O pequeno número de casos positivos de IgG2 (14,9%) e menor ainda de IgG3 (2,1%) não permitiu uma análise estatística desses dados, restringindo-a às IgG1 e IgG4. Qualitativamente a IgG4 esteve presente em todas as fases evolutivas da doença, exceto na cura; IgG1, ao contrário, apresentou comportamento peculiar, aparecendo em fases de início da doença (menos de seis meses) e em períodos de recaída. Quando comparado o perfil qualitativo da IgG1 ao perfil quantitativo da IgG4, notou-se comportamento análogo, sugerindo que os altos títulos de IgG4 são acompanhados de maior positividade da IgG1. CONCLUSÕES – Os resultados permitem supor que a IgG1 possa ter relevante participação no mecanismo imunorregulatório do PFE e que essa subclasse represente um marcador sensível para o início ou reinício da atividade clínica.

Palavras-chave: PÊNFIGO, FOGO SELVAGEM, PÊNFIGO FOLIÁCEO ENDÊMICO, PÊNFIGO FOLIÁCEO, IMUNOGLOBULINAS

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