Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 79 Número 2




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Investigação

Neurite silenciosa na hanseníase multibacilar avaliada através da evolução das incapacidades antes, durante e após a poliquimioterapia

Silent neuritis in multibacillary leprosy evaluated through the development of disabilities before, during and after multidrug therapy


MARIA INES FERNANDES PIMENTEL1, JOSÉ AUGUSTO DA COSTA NERY2, ESTHER BORGES3, ROSÂNGELA ROLO4, EUZENIR NUNES SARNO5

1Doutora em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, professora titular de Dermatologia da Escola de Ciências Médicas do Centro Universitário de Volta Redonda (Uni- FOA), Volta Redonda, RJ
2Doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, médico do Ambulatório Souza Araújo, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro
3Fisioterapeuta do Ambulatório Souza Araújo, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro
4Terapeuta ocupacional do Ambulatório Souza Araújo, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro.
5Vice-presidente de Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro.

Recebido em 05.06.2002. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 02.12.2003. Estudo desenvolvido na Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ.

Correspondência:
Maria Inês Fernandes Pimentel Rua Dr. Satamini, 210 / 1004 - Bloco A -Tijuca 20270-231 Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) 2240-0013 "E-mail":minespimentel@bigfoot.com

 

Resumo

*Fundamentos:* A neurite silenciosa é definida como deterioração da função nervosa na ausência de dor neural, diferenciando-se da neurite franca, em que ocorre dor no nervo periférico, com ou sem prejuízo da função nervosa. Sua detecção precoce é importante para tentar impedir o estabelecimento de seqüelas decorrentes da hanseníase. *Objetivos:* Conhecer a freqüência das neurites silenciosas em portadores de formas multibacilares de hanseníase. *Métodos:* Cento e três pacientes (18,4% BB, 47,6% BL e 34% LL) foram acompanhados durante o período médio de 64,6 meses a partir do momento do diagnóstico, durante e após a poliquimioterapia, por meio da avaliação do grau de incapacidade. *Resultados:* Foram analisados doentes que tiveram piora do grau de incapacidade no término de tratamento, ou ao fim do seguimento, em relação ao grau manifestado antes do tratamento ou no término do tratamento medicamentoso. Ao todo, pelo menos cinco pacientes (4,9% do total) evoluíram com neurite silenciosa, durante ou após a poliquimioterapia. *Conclusão:* Preconiza-se exame neurológico seqüencial cuidadoso dos pacientes multibacilares, de modo a detectar e tratar precocemente a neurite silenciosa.

Palavras-chave: AVALIAÇÃO DA DEFICIÊNCIA, HANSENÍASE, NEURITE

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