Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 52 Número 3




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Artigos originais

Sífilis congênita precoce


GABRIELA LOWY1, I. MEILMAN2, C. J. SERAPIÃO3, A. AMOEDO4

1Chefe do Serviço de Dermatologia do H.M. Jesus e Prof. Adjunto da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.
2Diretora da Divisão Médica do Hospital M. Jesus e Membro do Comitê de Doenças Infecciosas da Soc. Bras. de Pediatria e Ass. Amer. Pediatria.
3Chefe do Serviço de Anatomia Patológica do H.M. Jesus e Prof. Adjunto da F. Medicina da U.F.R.J.
4Chefe do Serviço de Radiologia do H.M. Jesus e membro do Comitê de Radiologia da Soc. Bras. de Pediatria.

Trabalho executado no Hospital Infantil M. Jesus da Secretaria de Saúde da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Correspondência:
Gabriela Löwy Rua Senador Vergueiro 106/1005 Flamengo - Rio - RJ

 

Resumo

Foram estudados 175 casos de sífilis congênita precoce num período de 10 anos. Constatou-se aumento progressivo de 1967 a 1970, com declínio e estabilização posterior. 89,14% dos casos correspondiam ao grupo etário compreendido entre um e noventa dias. Houve predominância do aparecimento das manifestações no 1° mês de vida (69,13%), em 34,28% estas já estavam presentes no nascimento. Somente 14,7% das mães haviam procurado um serviço pré-natal. A dor ao manuseio foi a principal manifestação clínica inicial seguida de obstrução nasal, rinorréia, e outras. As lesões cutâneas ocorreram em 50%, predominando a descamação palmo plantar (37,14%), as lesões papulosas e as ragadias (13,71%). A hepato-esplenomegalia ocorreu em 47,42%, acompanhada de icterícia em 18,28%. O R X revelou comprometimento em 80% com lesões mistas de distrolia periostótica. Dos 17 óbitos, 88% ocorreram nos 2 primeiros meses de vida e o estudo anatomopatológico revelou comprometimento sistêmico generalizado onde as lesões ósseas eram predominantes em 92,41%, seguidas das lesões hepáticas. Os autores preconizam o tratamento penicilínico mais prolongado (15 dias) e em doses mais elevadas (3.000.000 U) do que o recomendado pela OMS, tendo em mente a gravidade das lesões e disseminação maciça do treponema em praticamente todos os órgãos.

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