Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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Volume 79 Número 4


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Investigação

Leishmaniose tegumentar americana: casuística hospitalar no Rio de Janeiro

American tegumentary leishmaniasis: hospitalized cases in Rio de Janeiro


NURIMAR CONCEIÇÃO FERNANDES1, ISABELA MORGAN HORTA2, JUAN MANUEL PIÑEIRO MACEIRA3, TULLIA CUZZI MAYA3, ROSÂNGELA A. M. NOE4

1Professor adjunto de Dermatologia, Departamento de Clínica Médica/FM/UFRJ.
2Curso de Pós-Graduação em Dermatologia/FM/UFRJ.
3Professor adjunto de Patologia, Departamento de Patologia/FM/UFRJ.
4Estatístico da Comissão de Investigação Científica/HUCFF/ UFRJ.

Recebido em 05.09.2003. Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 12.03.2004. Trabalho realizado nos Serviços de Dermatologia e Anatomia Patológica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.

Correspondência:
Nurimar Conceição Fernandes Rua Alexandre de Gusmão, 28 / 201 - Tijuca 20520-120 Rio de Janeiro RJ Tel: (21) 2568-4158

 

Resumo

*Fundamentos:* A leishmaniose tegumentar americana distribui-se amplamente no Brasil, e o Estado do Rio de Janeiro (capital e interior) constitui área endêmica onde o vetor é encontrado dentro e ao redor das habitações. *Objetivos:* Análise prospectiva de 48 casos de leishmaniose tegumentar americana atendidos no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho/UFRJ, no período de 1990 a 2002. *Métodos:* Todos os pacientes foram submetidos à biópsia de pele ou mucosa, teste de Montenegro e exame otorrinolaringológico; SbV (10 a 20mg/kg), no total de 10, 30 e 90 doses. foi empregado em 44 pacientes; em quatro casos, anfotericina B (0,5mg/kg/dose) até dose cumulativa de 30mg/kg. *Resultados:* 28 homens e 20 mulheres na faixa etária de 10 a 89 anos, dos quais 38 (79,1%) infectados no Rio de Janeiro, apresentaram úlcera de membro inferior e comprometimento de mucosa nasal como manifestações mais freqüentes; 41 casos (85,4%) foram reatores à intradermorreação de Montenegro (>5mm); 17 casos (35,4%) foram positivos para o achado de amastigotas em macrófagos no infiltrado inflamatório dérmico; predominou o processo inflamatório crônico granulomatoso; cura clínica foi observada em 47 casos; um caso evoluiu para óbito no décimo dia de tratamento. *Conclusões:* O estudo da leishmaniose tegumentar (HUCFF/UFRJ) no período 1990/2002 evidenciou padrão conhecido nos aspectos epidemiológicos, clínicos e de resposta terapêutica ao antimonial (SbV) e anfotericina B.

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