Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

GO TO

ISSN-e 1806-4841

1

dias para responder ao Questionário Online

Acesso Restrito:


Associado da SBD, caso não possua ou esqueceu sua senha, solicite-nos.

Assinantes dos ABD

1

dias para responder ao Questionário Online

Acesso Restrito:


Assinantes devem se logar utilizando o e-mail cadastrado como login. Se não possuir, ou não lembrar o seu login e senha, Solicite Aqui!

Associados da SBD

Volume 74 Número 4




Voltar ao sumário

 

Investigação

Avaliações imunohistológicas das células inflamatórias (infiltrantes) em biópsias cutâneas provenientes de pacientes jovens clinicamente suspeitos de várias formas de hanseníase

Immunohistologic appraisal of infiltrating cells in skin biopsies from young patients clinically suspected of having various forms of leprosy


ANA CRISTINA DE O. GONZALES1, TÂNIA C. SILVA2, AYRON DE ALMEIDA BARBOSA JR.3, MOISÉS SADIGURSKY4

1Bióloga. Mestre em Imunologia
2Patologista. Mestre, Doutoranda em Patologia Humana
3Patologista, Mestre, Doutor em Medicina, Pesquisador Titular, Fundação Oswaldo Cruz.
4Patologista, Mestre, Doutor em Patologia Humana.Professor Adjunto de Anatomia Pedagógica. Universidade Federal da Bahia.

_Recebido em 16.12.98_ _Aprovado pelo conselho consultivo e aceito para publicação em 01.7.99._ *Trabalho realizado no CPGM/FIOCRUZ.Fundação Nacional de Saúde-FNS-BA.

Correspondência:
Ayron de Almeida Barbosa Jr. Rua Valdemar Falcão, 121 Salvador BA 40295-001 "E-mail":ayron@cpgm.fiocruz.br

 

Resumo

Fundamentos - Na hanseníase, existem poucas informações imunológicas sobre os tipos celulares nas lesões iniciais de pacientes jovens. MATERIAL E MÉTODOS - Biópsias da pele obtidas de 28 pacientes jovens não tratados clinicamente suspeitos de hanseníase foram utilizadas para estudar os fenótipos de superfície produzidos pelas células inflamatórias, demonstrados pela imunohistoquímica usando anticorpos monoclonais LCA; HAM-56; Pan-B; Pan-T; CD4; CD8; Leu7, e os policlonais anti proteína S-100 e anti BCG. Uma análise semiquantitativa das células coradas foi feita. RESULTADOS- Em 24 casos, o diagnóstico histopatológico de Hanseníase pôde ser feito: nove da forma indeterminada (IND); cinco da forma tuberculóide (TT); seis da forma dimorfa tuberculóide (BT) e quatro da forma virchowiana (LL). Todos os casos foram positivos para LCA. No grupo LL as células mais conspícuas foram os macrófagos, seguidos pelos linfócitos T.A subpopulação TCD8, foi mais frequente que TCD4. No grupo BT as células T eram predominantes, com as CD4 discretamente mais freqüentes que CD8, seguidas dos macrófagos. No grupo TT as células T também predominavam e dentre estas as CD4 eram as mais conspícuas. Os macrófagos eram as segundas células mais frequentes. O grupo IND foi heterogêneo. As células T foram as mais frequentes que CD4 e CD8 mostrando mesma frequência que os macrófagos. DISCUSSÃO - Este estudo confirmou que as células T são as mais frequentes nos grupos TT/BT, existindo maior número destas células nestes casos que no grupo LL, indicando reatividade imunológica consoante com a presença e atividade de células T. Além disso, anticorpos contra subpopulações de células T mostraram nos casos TT/BT mais células CD4 positivas e nos casos LL mais células CD8 positivas proliferaram. As formas IND mostraram gradação na composição dos infiltrados. Nossos resultados demonstram que lesões cutâneas em pacientes jovens com a forma indeterminada inicial da Hanseníase e com várias formas definidas diferem em relação às células inflamatórias.

Palavras-chave: PELE., LEPRA, PATOLOGIA

© 2018 Sociedade Brasileira de Dermatologia - Todos os direitos reservados

GN1 - Sistemas e Publicações