Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 62 Número 1




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Caso Clínico

Acremoniose cutânea – Registro de um caso

Cutaneous acremonium falciforme infection report of a case


LEONITA C. MARGARIDO TEDESCO-MARCHESE1, RAYMUNDO MARTINS CASTRO2, CARLOS DA SILVA LACAZ3, LUIZ CARLOS CUCÉ4, ALBERTO SALEBIAN5, MIRIAN NACAGAMI SOTTO6

1Médica Assistente da Clínica Dermatológica, comissionada da Secretaria da Saúde, no Hospital das Clínicas.
2Professor Adjunto da Disciplina de Dermatologia da FM-USP e Professor Titular da Escola Paulista de Medicina.
3Chefe do Laboratório de Micologia Médica do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo e do LIM 53 do HCFMUSP - Pesquisador do CNPq.
4Professor Assistente Doutor da FMUSP (Clínica Dermatológica)
5Biologista do IMTSP e da Clínica Dermatológica da FMUSP.
6Médica Patologista da Clínica Dermatológica da FMUSP.

Trabalho realizado na Clínica Dermatológica da Faculdade de Medicina (Serviço do Prof. Sebastião A. P. Sampaio) e Laboratório de Micologia Médica do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo e LIM 53 do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Correspondência:
Instituto de Medicina Tropical de São Paulo Av. Dr. Enéias de Carvalho Aguiar, 470 05403 - São Paulo - SP

 

Resumo

Os autores registraram caso de acremoniose cutânea em paciente do sexo feminino, de 10 anos, procedente do Ceará, com placas eritematodescamativas infiltradas, localizadas predominantemente no flanco esquerdo, na face anterior do tronco e região escapular esquerda. O exame direto das lesões revelou a presença, várias vezes, de filamentos hialinos septados, com cultivo positivo para fungo, identificado como Acremonium falciforme GAMS, 1971. O exame histopatológico revelou dermatite crônica granulomatosa, com a presença de pequenos filamentos fúngicos, sem qualquer caráter de especificidade. É discutida a etiopatogenia do processo, bem como a evolução terapêutica e apresentados os resultados de alguns testes laboratoriais de rotina. Casos dessa natureza estão sendo hoje denominados de hialo-hifomicoses (hifas hialinas), para diferenciar da feo-hifomicose, onde os fungos são de cor marrom. A microscopia eletrônica da biopsia da pele revelou resposta do tipo macrofógico ao fungo, com características ultra-estruturais semelhantes às já descritas na cromomicose. Estruturas citoplasmáticas da célula hospedeira (macrófago) estavam aprisionadas na intimidade da parede celular do fungo.

Palavras-chave: ACREMONIOSE CUTÂNEA

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