Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 72 Número 3




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Investigação

Aspectos clínicos e micológicos de pele sã e lesada em transplantados renais.


TERESA SÔNIA MAZZOCATO1, CLAUDIA MARIA LEITE MAFFEI2

1Técnica especializada, Laboratório de Micologia.
2Professora, Doutora, Departamento de Microbiologia, Parasitologia e Imunologia, responsável pelo Setor de Micologia.

Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 20.02.97. *Trabalho realizado no Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo.

Correspondência:
Cláudia Maria Leite Maffei Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP Av. Bandeirantes, 3900 Ribeirão Preto SP 14049-900 Tel:(016)602-3229 Fax:(016)633-6631 E-mail:cmlmffe@fmrp.usp.br

 

Resumo

FUNDAMENTOS - Em decorrência do uso de drogas imunossupressoras, as manifestações clínicas de micoses superficiais podem ser atípicas, sendo alta a ocorrência de micoses superficiais em transplantados renais. OBJETIVO - Determinar a presença de fungos em transplantados renais, e comparando-se pele com aspectos clínicos de micose superficial e pele aparentemente sã. MÉTODOS - A ocorrência de fungos patogênicos foi pesquisada em 41 pacientes submetidos a transplante renal, a parir de escamas coletadas do quarto interdígito podal bilateralmente e de região interescapular, com ou sem lesões dermatológicas, além de outras áreas em que houvesse lesão suspeita. RESULTADO - Dentre esses 41 pacientes, 29 (70,%) apresentaram uma ou mais manifestações clínicas de micoses superficiais, principalmente no período após um ano de transplante renal, sem relato com doador vivo ou cadáver, perfazendo 57 diagnósticos, predominando tinea pedis e onicomioose. O fungo mais isolado foi Trichophyton rubrion. Chama a atenção o isolamento de Candida spem amostras de unhas. Em relação aos pés, dentre 29 pacientes sem lesão, sete: (24,1%) apresentaram exame micológico e/ou cultura positiva. No dorso, o mesmo foi observado em seis (17,1%) pacientes sem lesões. CONCLUSÕES - o encontro de fungos em pele aparentemente sã corrobora a hipótese de "portador são", devendo o clínico e/ou dermatologia estarem atentos para a profilaxia das micoses superficiais em pacientes imunossuprimidos.

Palavras-chave: IMUNOSSUPRESSÃO, MICOSE, PELE, TRANSPLANTE DE RIM

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