Sociedade Brasileira de Dermatolodia

Anais Brasileiros de Dermatologia

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ISSN-e 1806-4841

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Volume 64 Número 6




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Artigos originais

Cultivo de micobactérias em plasma humano

Culture of mycobacteria in human plasma


RUY NORONHA MIRANDA1, EMÍLIO L. M. SOUNIS2, THUSNELDA EMMEL3, HÉLIO S. DECHANDT4, RUI PAULO G. MIRANDA5, IONE T. DECHANDT6

1Professor Emérito e Coordenador de Pesquisa- UFPR.
2Catedrático de Microbiologia da UFPR
3Médica Leprologista do CELSA - UFPR
4Bacharel e Técnico de Laboratório do CELSA - UFPR
5Professor de Odontopediatria da UFPR
6Bacharel e Técnico de Apoio Administraivo da Pesquisa

*Pesquisa financiada pela Fundação Banco do Brasil.* Trabalho do Centro de Estudos Leprológicos. Souza Araújo(CELSA) - Universidade Federal do Paraná - Curitiba - Brasil. Comunicação ao "1° Simpósio Brasileiro em Micobacérias", realizado no Rio de Janeiro em novembro de 1988, sob os auspícios da UFRJ e na Sociedade Brasileira de Dermatologia, Rio de Janeiro em 28.6.1999.

Correspondência:
Ruy N. Miranda Rua Ébano Pereira, 144\1°andar 80410 - Curitiba - PR

 

Resumo

Partindo do conceito de que Mycobacterium leprae é tido como incultivável em meios artificiais e tem afinidades com o organismo humano, um de nós (R.N.M.) teve a idéia de utilizar, como meio de cultura para o mesmo "in vitro", uma substância do próprio corpo humano. Foi escolhido o plasma de pessoa sadia, lepromino-negativa. Colhendo-se o sangue e separando-se o plasma, os germes obtidos de doente virchowiano virgem de tratamento são nele inoculados, colocando-se o inóculo em estufa a 34°C e realizando-se exames bacterioscópicos cada 15 dias. Após 60 experiências obtiveram-se os seguintes resultados: 1. multiplicação de bacilos após 45 dias de incubação, em mais de 50% das experiências; 2. os bacilos apresentaram-se em bastonetes, globias e coraram-se positivamente pelos métodos de Ziehl e Gram; 3. para verificar se seriam eles o Mycobacterium leprae, procederam-se às provas da piridina e da DOPA, que foram confirmativas; 4. Três leprominas bacilares preparadas com culturas bem características, inoculadas intradermicamente em hansenianos, comportaram-se como a lepromina clássica; 5. Não houve crescimento idêntico do inóculo em outros meios de cultura; 6. foi constatado o crescimento, no plasma assim obtido, de M. tuberculosis e micobactérias atípicas; 7. considera-se o plasma humano um meio favorável para o cultivo de micobactérias, no qual houve evidências da reprodução de Mycobacterium leprae; 8. Solicita-se a confirmação destes resultados em outros centros de pesquisa.

Palavras-chave: MICROBACTÉRIAS, CULTIVO, HANSENÍASE, MYCOBACTERIUM LEPRAE

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