Sugestões
Idioma
Informação da revista
Vol. 101. Núm. 5.
(Setembro - Outubro 2026)
Citação
Citação
Compartilhar
Baixar PDF
Mais opções do artigo
Visitas
319
Vol. 101. Núm. 5.
(Setembro - Outubro 2026)
Cartas ‐ Terapia
Acesso de texto completo

Estudo piloto randomizado e duplo‐cego sobre a toxina botulínica tipo A no tratamento da hidradenite supurativa axilar

Visitas
319
Jessica Shen Tsy Wu Kim, Kevin Yun Kim, Laís de Abreu Mutti, Fernanda de Carvalho Tironi, Anamaria da Silva Facina, Samira Yarak
Autor para correspondência
s.yarak@unifesp.br
sysrakdermato@gmail.com

Autor para correspondência.
, Sergio Henrique Hirata
Departamento de Dermatologia, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
Este item recebeu
Informação do artigo
Texto Completo
Bibliografia
Baixar PDF
Estatísticas
Tabelas (2)
Tabela 1. Escalas e instrumentos de avaliação utilizados para mensurar resposta ao tratamento e placebo
Tabelas
Tabela 2. Avaliação da resposta ao tratamento e ao placebo, em cada uma das visitas realizadas 2, 12 e 24 semanas após a aplicação (visitas 1, 2 e 3, respectivamente)
Tabelas
Texto Completo
Prezado Editor,

A dor associada à hidradenite supurativa (HS) pode ser intensa e crônica, e é reportada como o fator que mais contribui para a piora da qualidade de vida, seguida da descarga purulenta e da aparência.1

Embora saiba‐se que a HS não é doença primária da glândula apócrina, acredita‐se que a toxina botulínica tipo A (BTX‐A), por bloquear temporariamente a liberação de acetilcolina, reduza a secreção apócrina e limite a ruptura folicular. Como consequência, há menor inflamação, redução do número de nódulos, abscessos, fístulas e manutenção de remissão por cerca de três a seis meses (tempo de duração da toxina). O objetivo deste estudo foi estudar a eficácia da BTX‐A no tratamento da HS axilar para avaliação de outra opção terapêutica acessível, efetiva e com menor morbidade.

Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, foram incluídos pacientes com hidradenite Hurley estágios II a III,2 maiores de 18 anos, com lesões em ambas as regiões axilares há pelo menos um ano. Todos os pacientes apresentavam episódios de lesões inflamatórias axilares pelo menos uma vez ao mês (abscessos e nódulos), confirmadas por investigador clínico.

Foram excluídos os pacientes com contraindicação ao tratamento com toxina botulínica tipo A, aqueles que receberam tratamento sistêmico nos últimos três meses ou submetidos a infiltração de corticosteroide ou intervenção cirúrgica no período de quatro semanas antecedendo o início do estudo e os pacientes que receberam tratamento com BTX‐A na área tratada nos últimos seis meses.

Após randomização realizada por programa web‐Random (www.random.org), um lado foi tratado com aplicação intradérmica de BTX‐A e o outro com aplicação intradérmica de soro fisiológico 0,9% estéril. Tanto o paciente quanto o médico que realizou as aplicações eram cegos em relação ao conteúdo das seringas.

Foi aplicada BTX‐A 100U – diluída em 2mL de soro fisiológico 0,9%, 25 pontos com 4U cada, equivalente a 0,08mL por ponto (distância entre os pontos 1–2,5cm, correspondente ao halo de ação da toxina). Foram usadas seringas de 1mL (UltraFine II, BD‐Brazil, São Paulo, Brasil) e agulha de 6mm calibre 30‐gauge. Cada dose foi injetada de forma intradérmica na axila, tanto nas lesões quanto na pele sã. A mesma técnica foi realizada na axila contralateral, injetando‐se apenas soro fisiológico 0,9%, no mesmo volume e profundidade por ponto.

As avaliações da resposta ao tratamento e placebo foram realizadas por pesquisador independente, nas semanas 2, 12 e 24 após a aplicação (visitas 1, 2 e 3, respectivamente). Durante o acompanhamento, não houve outra intervenção. Os parâmetros analisados (participantes que alcançaram o HiSCR na semana 12,3 grau de satisfação do paciente,4 avaliação global do paciente,5 intensidade da dor e da drenagem de secreção) estão na tabela 1.5–8

Tabela 1.

Escalas e instrumentos de avaliação utilizados para mensurar resposta ao tratamento e placebo

Parâmetros analisados  Definição e sistema de pontuação 
Participantes que alcançaram o Hidradenitis Suppurativa Clinical Response (HiSCR) nasemana 125  Redução das lesões inflamatórias maior ou igual a 50% (soma de abscessos e nódulos inflamatórios); EAusência de aumento dos abscessos e fístulas drenantes, comparado com o basal 
Grau de satisfação do paciente6,7São considerados respondedores aqueles com escore+1: 
–1=insatisfeito, com piora em relação ao início do tratamento, não recomendando o tratamento 
0=indiferente ao tratamento, com situação igual ao início do tratamento 
+1=satisfeito, melhor em relação ao início do tratamento, recomendando o tratamento e fazendo novamente se necessário 
Avaliação global do paciente8São considerados respondedores aqueles com escore ≥+2: 
–3=muito pior do que antes do tratamento 
–2=moderadamente pior (aproximadamente 50% mais atividade da doença) 
–1=um pouco pior 
0=igual a antes do tratamento 
+1=um pouco melhor 
+2=moderadamente melhor (aproximadamente 50% de redução na atividade da doença) 
+3=muito melhor (sem atividade ou quase sem atividade da doença) 
Avaliação da intensidade da dor e da drenagem de secreçãoEscala Analógica Visual (EAV) com linha vertical de 0–10cm, associada a Escala de Wong‐Baker, com 0 correspondendo a ausência de dor/baixa intensidade e 10 correspondendo a dor severa/maior intensidade 
Respondedores foram definidos como aqueles que atingiram pelo menos 30% de redução e 1cm de redução absoluta no escore de dor comparando com antes do início do protocolo 

A análise estatística foi feita por meio do teste de McNemar para avaliação dos dados nominais pareados. O nível de significância alfa adotado foi de 5%; utilizou‐se nas análises o software R version 4.4.0 (2024‐04024 UCRT).

A amostra inicial foi composta por 16 pacientes, com predomínio do sexo feminino (75%) e idade média de 32 anos. Em relação à raça/cor autorreferida, 50% eram pardos, 31,25% brancos e 18,75% pretos. A causa da HS é desconhecida, mas acredita‐se ser multifatorial. Estudos revelam hereditariedade e tabagismo como fatores de risco.6 Em nosso estudo, 25% dos pacientes apresentavam história familiar positiva (35%–40% na literatura),7 e tabagismo atual ou prévio esteve presente em 37,5% da amostra (até 90% na literatura).8 Neste protocolo, apenas um paciente não apresentava sobrepeso/obesidade; 50% dos indivíduos apresentavam acne grave, 25% cisto pilonidal, 12,5% foliculite abscedante e 12,5% hipertensão arterial sistêmica. Não houve casos de doença inflamatória intestinal, espondiloartropatia ou pioderma gangrenoso na amostra analisada.

Durante o protocolo, dois pacientes (12,5%) não compareceram em nenhuma das três visitas e foram excluídos das análises estatísticas. Foram incluídos todos os pacientes que compareceram a cada uma das respectivas visitas.

Conforme tabela 2, a avaliação dos desfechos clínicos nas visitas 1, 2 e 3 não demonstrou diferenças estatisticamente significantes entre os grupos intervenção e placebo em nenhuma das variáveis analisadas (todos os valores de p> 0,05). Na visita 1, observou‐se distribuição semelhante de resposta HiSCR entre os grupos, bem como resultados comparáveis em satisfação do paciente, avaliação global, dor e drenagem. Na visita 2, os achados permaneceram equivalentes, com destaque para tendência não significante de maior redução da dor no grupo placebo (p=0,063). Já na visita 3, manteve‐se a ausência de diferenças entre os grupos; foram observadas, inclusive, tendências numéricas favoráveis ao placebo em desfechos subjetivos, como satisfação e avaliação global.

Tabela 2.

Avaliação da resposta ao tratamento e ao placebo, em cada uma das visitas realizadas 2, 12 e 24 semanas após a aplicação (visitas 1, 2 e 3, respectivamente)

Visita 1: n=13 pacientes (26 axilas)
Variável  Categorias  Intervenção  Placebo  Valor p 
HiSCRSim  3 (16,6%)  3 (16,6%)  1 
Não  6 (33,3%)  6 (33,3%)   
Não se aplicaa: 8 axilas       
Satisfação paciente:Sim  9 (34,6%)  6 (23%)  0,375 
Não  4 (15,3%)  7 (26,9%)   
Avaliação global:Sim  5 (19,2%)  2 (7,6%)  0,25 
Não  8 (30,7%)  11 (42,3%)   
EAV dor:Sim  9 (36%)  5 (20%)  0,25 
Não  4 (16%)  7 (28%)   
Não se aplicab: 1 axila       
EAV drenagemSim  7 (31%)  5 (22,7%)  1 
Não  5 (22,7%)  5 (22,7%)   
Não se aplicab: 4 axilas       
Visita 2: n=14 pacientes (28 axilas)
Variável  Categorias  Intervenção  Placebo  Valor p 
HiSCRSim  2 (10,5%)  3 (15,7%)  1 
Não  8 (42,1%)  6 (31,5%)   
Não se aplicaa: 9 axilas       
Satisfação pacienteSim  10 (35,7%)  10 (35,7%)  1 
Não  4 (14,2%)  4 (14,2%)   
Avaliação globalSim  5 (17,8%)  6 (21,4%)  1 
Não  9 (32,1%)  8 (28,5%)   
EAV dorSim  7 (25,9%)  9 (33,3%)  0,063 
Não  7 (25,9%)  4 (14,8%)   
Não se aplicab: 1 axila       
EAV drenagemSim  6 (25%)  6 (25%)  1 
Não  7 (29,1%)  5 (20,8%)   
Não se aplicab: 4 axilas       
Visita 3: n=10 pacientes (20 axilas)
Variável  Categorias  Intervenção  Placebo  Valor p 
HiSCRSim  0  1 (8,3%)  1 
Não  6 (50%)  5 (41,7%)   
Não se aplicaa: 8 axilas       
Satisfação pacienteSim  5 (25%)  8 (40%)  0,375 
Não  5 (25%)  2 (10%)   
Avaliação globalsim  2 (10%)  5 (25%)  0,375 
Não  8 (40%)  5 (25%)   
EAV dorSim  4 (21%)  5 (26,3%)  0,5 
Não  6 (31,5%)  4 (21%)   
Não se aplicab: 1 axila       
EAV drenagemsim  6 (37,5%)  4 (25%)  1 
Não  3 (18,75%)  3 (18,75%)   
Não se aplicab: 4 axilas       

EAV, Escala Analógica Visual.

a

Axilas com menos do que três lesões inflamatórias no basal.

b

Axilas com pontuação menor do que 10mm na EAV dor ou drenagem no basal.

Este estudo não demonstrou diferença estatisticamente significante entre a BTX‐A e o placebo (soro fisiológico 0,9%) em nenhum dos desfechos avaliados – e secreção – em qualquer das três visitas. Essa ausência de superioridade da intervenção ativa, embora inicialmente surpreendente, deve ser interpretada no contexto de um estudo exploratório com amostra reduzida (n=14 após perdas), desenho intrapaciente e doença de natureza cíclica e multifatorial.

A toxina botulínica, já utilizada como tratamento de hiperidrose, constitui abordagem inovadora, com racional biológico plausível por meio do bloqueio temporário da liberação de acetilcolina, provocando redução da umidade e modificando a microbiota axilar, podendo reduzir a formação de lesões inflamatórias ao reduzir a secreção apócrina e limitar a ruptura folicular.9 Como consequência, há potencialmente menor inflamação, redução do número de nódulos, abscessos, fístulas e manutenção de remissão. Embora o efeito da BTX‐A tenha duração limitada, exigindo aplicações repetidas, a intervenção apresenta excelente perfil de segurança e, caso sua eficácia seja confirmada, poderá melhorar significantemente a qualidade de vida de pacientes refratários às terapias convencionais, evitando procedimentos cirúrgicos invasivos e o elevado custo dos biológicos.

Relatos de caso e uma revisão sistemática recente9 compilaram 31 pacientes com HS (variando entre Hurley I, II e/ou III ou estágio Hurley não informado) tratados com BTX‐A ou BTX‐B, com 96,8% apresentando melhora clínica ou na qualidade de vida. Esses dados são promissores, mas limitados por heterogeneidade metodológica, amostras pequenas e ausência de controle por placebo na maioria. O único ensaio randomizado duplo‐cego prévio, utilizando BTX‐B,10 também não demonstrou superioridade significante, embora tenha reportado melhora no DLQI e tendência à redução de lesões em subgrupos, o que poderia sugerir que diferenças entre os tipos A e B de toxina podem influenciar os resultados em HS.

Em conclusão, embora a BTX‐A intradérmica não tenha se mostrado superior ao placebo neste estudo piloto, seus achados não descartam seu potencial terapêutico. A intervenção permanece como alternativa promissora, fácil aplicação ambulatorial e bom perfil de segurança, especialmente para pacientes refratários a tratamentos convencionais ou inelegíveis a biológicos. Novos ensaios randomizados, controlados, com maior poder estatístico e desenho otimizado, são essenciais para esclarecer seu papel no arsenal terapêutico da HS.

ORCID ID

Jessica Shen Tsy Wu Kim: 0000‐0003‐4133‐6689

Kevin Yun Kim: 0000‐0003‐0727‐6539

Laís de Abreu Mutti: 0000‐0002‐9410‐1958

Fernanda de Carvalho Tironi: 0000‐0002‐1985‐6795

Anamaria da Silva Facina: 0000‐0002‐2888‐7227

Sergio Henrique Hirata: 0000‐0003‐4026‐9664

Suporte financeiro

Este estudo recebeu apoio financeiro do Fundo de Apoio à Dermatologia do Estado de São Paulo (FUNADERSP), projeto n° 75‐2018.

Contribuição dos autores

Jessica Shen Tsy Wu Kim: Conceitualização; análise e curadoria de dados; revisão da literatura; escrita do manuscrito original; revisão crítica do conteúdo intelectual relevante; aprovação final do manuscrito.

Kevin Yun Kim: Conceitualização; Análise e curadoria de dados; revisão da literatura; escrita do manuscrito original; revisão crítica do conteúdo intelectual relevante; aprovação final do manuscrito.

Laís de Abreu Mutti: Conceitualização; análise e curadoria de dados; revisão da literatura; escrita do manuscrito original.

Fernanda de Carvalho Tironi: Conceitualização; análise e curadoria de dados; revisão crítica da literatura.

Anamaria da Silva Facina: Revisão crítica do conteúdo intelectual relevante; escrita do manuscrito original; supervisão eficaz e orientação da pesquisa.

Samira Yarak: Revisão crítica do conteúdo intelectual relevante; escrita do manuscrito original; supervisão eficaz e orientação da pesquisa; aprovação final do manuscrito.

Sergio Henrique Hirata: Conceitualização; revisão crítica do conteúdo intelectual relevante; superfisão eficaz e orientação da pesquisa; aprovação final do manuscrito.

Disponibilidade de dados de pesquisa

Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo foi publicado no próprio artigo.

Conflito de interesses

Nenhum.

Editor

Luciana P. Fernandes Abbade

Referências
[1]
M. Gooderham, K. Papp.
The psychosocial impact of hidradenitis suppurativa.
J Am Acad Dermatol., 73 (2015), pp. S19-S22
[2]
H. Hurley.
Axillary hyperhidrosis, apocrine bromhidrosis, hidradenitis suppurativa and familial benign pemphigus: surgical approach.
Dermatologic Surgery: Principles and Practice., pp. 729-739
[3]
A.B. Kimball, J.M. Sobell, C.C. Zouboulis, Y. Gu, D.A. Williams, M. Sundaram, et al.
HiSCR (hidradenitis suppurativa clinical response): a novel clinical endpoint to evaluate therapeutic outcomes in patients with hidradenitis suppurativa from the placebo‐controlled portion of a phase 2 adalimumab study.
J Eur Acad Dermatol Venereol., 30 (2016), pp. 989-994
[4]
S.J. Kamper, C.G. Maher, G. Mackay.
Global rating of change scales: a review of strengths and weaknesses and considerations for design.
J Man Manip Ther., 17 (2009), pp. 163-170
[5]
R.A. Lee, E. Dommasch, J. Treat, J. Sciacca-Kirby, S. Chachkin, J. Williams, et al.
A prospective clinical trial of open‐label etanercept for the treatment of hidradenitis suppurativa.
J Am Acad Dermatol., 60 (2009), pp. 565-573
[6]
R.F. Magalhães, M.C. Rivitti-Machado, G.V. Duarte, R. Souto, D.H. Nunes, M. Chaves, et al.
Consensus on the treatment of hidradenitis suppurativa – Brazilian Society of Dermatology.
An Bras Dermatol., 94 (2019), pp. 7-19
[7]
H.H. van der Zee, J.D. Laman, J. Boer, E.P. Prens.
Hidradenitis suppurativa: viewpoint on clinical phenotyping, pathogenesis and novel treatments.
Exp Dermatol., 21 (2012), pp. 735-739
[8]
N. Abu Rached, T. Gambichler, J.W. Dietrich, L. Ocker, C. Seifert, E. Stockfleth, et al.
The role of hormones in hidradenitis suppurativa: a systematic review.
Int J Mol Sci., 23 (2022),
[9]
T. Shih, K. Lee, J.R. Seivright, D.R. De, V.Y. Shi, J.L. Hsiao.
Hyperhidrosis treatments in hidradenitis suppurativa: a systematic review.
Dermatol Ther., 35 (2022),
[10]
Ø. Grimstad, B.Ø. Kvammen, C. Swartling.
Botulinum toxin type B for hidradenitis suppurativa: a randomised, double‐blind, placebo‐controlled pilot study.
Am J Clin Dermatol., 21 (2020), pp. 741-748

Como citar este artigo: Kim JSTW, Kim KY, Mutti LA, Tironi FC, Facina AS, Yarak S, et al. Randomized, double‐blind pilot study on botulinum toxin type A in the treatment of axillary hidradenitis suppurativa. An Bras Dermatol. 2026;101:501461.

Trabalho realizado no Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Baixar PDF
Idiomas
Anais Brasileiros de Dermatologia (Portuguese)
Opções de artigo
Ferramentas