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Vol. 101. Issue 3.
(May - June 2026)
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Vol. 101. Issue 3.
(May - June 2026)
Cartas ‐ Investigação
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Preditores de resposta precoce eficaz ao bimequizumabe em pacientes com psoríase em placas moderada a grave: estudo de coorte na prática clínica

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Burhan Engin
Corresponding author
burhanengin2000@yahoo.com

Autor para correspondência.
, Yusuf Demir, Gurbuz Yildirim, Fatma Zehra Diken, Bengusu Yildiz, Zekayi Kutlubay, Server Serdaroglu
Departamento de Dermatologia, Faculdade de Medicina, Istanbul University-Cerrahpasa, Istambul, Turquia
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Tabela 1. Características basais da população do estudo (n=102)
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Tabela 2. Características basais de acordo com o status de resposta PASI‐90 na semana 16
Tables
Tabela 3. Análise de regressão logística univariada e multivariada para resposta PASI‐90 na semana 16
Tables
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Prezado Editor,

O bimequizumabe é opção terapêutica altamente eficaz no tratamento da psoríase; no entanto, a resposta ao tratamento permanece heterogênea na prática clínica, e os preditores basais de resposta de alto nível não foram bem caracterizados em ambientes clínicos de rotina.1–3 Assim, este estudo teve como objetivo identificar características basais preditivas de atingir resposta PASI (Psoriasis Area and Severity Index)‐90 na semana 16 em pacientes com psoríase moderada a grave recebendo bimequizumabe.

Os avanços no tratamento da psoríase moderada a grave foram impulsionados por terapias biológicas direcionadas ao eixo IL‐23/IL‐17, uma via central para a imunopatogênese da doença.4 O bimequizumabe, anticorpo monoclonal humanizado projetado para a neutralização dupla de IL‐17A e IL‐17F, demonstrou eficácia superior em ensaios de fase 3 em comparação com inibidores seletivos de IL‐17A ou TNF‐α.1–3 A estratégia de dupla inibição visa alcançar supressão mais abrangente da inflamação psoriásica, ao ter como alvo os papéis patogênicos distintos de ambas as isoformas de IL‐17.5

O cenário terapêutico em expansão para psoríase apresenta um desafio crítico na seleção do biológico ideal para pacientes individuais. Esse desafio é agravado pela substancial heterogeneidade de resposta observada na prática clínica. Identificar fatores basais preditivos de sucesso terapêutico é, portanto, crucial para o avanço da medicina personalizada. Embora fatores como gravidade da doença na linha basal, peso corporal e exposição prévia a biológicos tenham sido implicados na resposta a vários biológicos,6 preditores robustos para bimequizumabe na prática clínica de rotina ainda precisam ser definidos. Assim, este estudo teve como objetivo identificar características basais preditivas de alcançar uma resposta PASI‐90 na semana 16 em pacientes com psoríase moderada a grave recebendo bimequizumabe.

Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo com adultos com psoríase em placas crônica moderada a grave que iniciaram o tratamento com bimequizumabe entre dezembro de 2024 e junho de 2025 em um único centro terciário. O endpoint primário foi a resposta PASI‐90 na semana 16. Foram extraídos dados demográficos basais, características da doença, envolvimento de locais de difícil tratamento e histórico de tratamento prévio dos prontuários eletrônicos. A gravidade da doença foi categorizada de acordo com o escore PASI do paciente no início do estudo, o que foi consistente com os limiares de gravidade estabelecidos para a prática clínica e diretrizes terapêuticas: psoríase moderada (PASI 10–20) e psoríase grave (PASI >20).

Todas as análises estatísticas foram realizadas utilizando o software R versão 4.3.0. As características basais foram comparadas entre os pacientes que alcançaram resposta PASI‐90 (respondedores) e aqueles que não alcançaram (não respondedores). As variáveis com potencial associação na análise univariada (p <0,20) foram incluídas em um modelo de regressão logística multivariada. Um modelo final parcimonioso foi então derivado por meio de um procedimento de eliminação backward, retendo apenas os preditores independentes com nível de significância de p <0,05.

A análise final incluiu uma coorte de 102 pacientes. As características clínicas e demográficas basais são apresentadas na tabela 1, enquanto as características dos respondedores e não respondedores são apresentadas na tabela 2. A coorte era predominantemente masculina (63,7%), com idade média de 47,2 anos. Os pacientes apresentavam doença estabelecida, de moderada a grave, refletida por duração média da doença de 14,6 anos e escore PASI basal médio de 16,8 (variação: 10,2–38,4). A maioria dos pacientes apresentava gravidade da doença de leve a moderada (PASI basal 0–20: n=68, 66,7%), enquanto 34 pacientes (33,3%) apresentavam doença grave (PASI basal>20). A maioria dos pacientes (54,9%) já havia utilizado terapia biológica. No endpoint primário da semana 16, resposta PASI‐90 foi alcançada por 80 dos 102 pacientes (78,4%).

Tabela 1.

Características basais da população do estudo (n=102)

Característica  Valor 
Dados demográficos
Idade, média± DP, anos  47,2±13,8 
Sexo masculino, n (%)  65 (63,7) 
Índice de massa corporal, média±DP, kg/m2  28,1±5,4 
Tabagismo atual, n (%)  48 (47,1) 
Características da doença
Duração da doença, média±DP, anos  14,6±9,2 
Idade de início da doença, média±DP, anos  32,6±12,1 
Escore PASI basal, média±DP  16,8±8,7 
PASI 0–20 (leve‐moderada), n (%)  68 (66,7) 
PASI> 20 (grave), n (%)  34 (33,3) 
Histórico familiar de psoríase, n (%)  43 (42,2) 
Artrite psoriásica, n (%)  31 (30,4) 
Envolvimento de áreas especiais, n (%)
Couro cabeludo  53 (52,0) 
Unhas  44 (43,1) 
Palmoplantar  29 (28,4) 
Genital  22 (21,6) 
Face  24 (23,5) 
Histórico de tratamentos anteriores
Sem Biológicos, n (%)  46 (45,1) 
1 biológico anterior, n (%)  32 (31,4) 
≥ 2 biológicos anteriores, n (%)  24 (23,5) 
Classes Biológicas anteriores (n=56), n (%)
Anti‐TNF  25 (44,6) 
Anti‐IL‐17  19 (33,9) 
Anti‐IL‐23  25 (44,6) 
Anti‐IL‐12/23  10 (17,9) 
Comorbidades, n (%)
Qualquer comorbidade  77 (75,5) 
Hipertensão  36 (35,3) 
Diabetes mellitus  19 (18,6) 
Dislipidemia  17 (16,7) 
Transtornos psiquiátricos  24 (23,5) 
Doenças respiratórias  17 (16,7) 
Tabela 2.

Características basais de acordo com o status de resposta PASI‐90 na semana 16

Característica  Respondedores PASI90 (n=80)  Não respondedores (n=22)  p‐valor 
Dados demográficos
Idade, média±DP, anos  44,2±12,1  52,8±14,6  0,006 
Sexo masculino, n (%)  52 (65,0)  13 (59,1)  0,61 
IMC, média±DP, kg/m2  28,0±5,5  28,4±5,2  0,76 
Características da doença
Duração da doença, média±DP, anos  14,3±9,3  15,7±8,9  0,53 
Idade de início da doença, média±DP, anos  29,9±11,2  37,1±13,5  0,012 
PASI basal, média±DP  13,4±6,8  18,9±9,2  0,003 
Envolvimento de áreas especiais, n (%)
Couro cabeludo  41 (51,2)  12 (54,5)  0,78 
Unhas  23 (28,8)  12 (54,5)  0,01 
Palmoplantar  22 (27,5)  7 (31,8)  0,69 
Genital  17 (21,2)  5 (22,7)  0,88 
Face  18 (22,5)  6 (27,3)  0,64 
Histórico de tratamento
Sem biológicos, n (%)  41 (51,2)  6 (27,3)  0,03 
1 biológico anterior, n (%)  24 (30,0)  8 (36,4)  0,56 
≥ 2 biológicos anteriores, n (%)  15 (18,8)  8 (36,4)  0,08 
Comorbidades, n (%)
Qualquer comorbidade  58 (72,5)  19 (86,4)  0,17 
Hipertensão  25 (31,2)  11 (50,0)  0,10 
Diabetes mellitus  13 (16,2)  6 (27,3)  0,24 
Transtornos psiquiátricos  17 (21,2)  7 (31,8)  0,30 
Artrite psoriásica  23 (28,8)  8 (36,4)  0,48 

Variáveis contínuas foram comparadas usando o teste t de Student ou o teste U de Mann‐Whitney.

Variáveis categóricas foram comparadas usando o teste χ2 ou o teste exato de Fisher.

A análise de regressão logística multivariada identificou três preditores basais independentes de resposta PASI‐90 na semana 16 (tabela 3, fig. 1). O fato de o paciente não ter recebido tratamento biológico prévio foi associado positivamente ao desfecho (Odds Ratio [OR=3,24]; p=0,008), enquanto escore PASI basal mais alto (OR=0,94; p=0,021) e a presença de envolvimento ungueal (OR=0,18; p=0,001) foram associadas inversamente à obtenção do endpoint. O modelo preditivo final apresentou área sob a curva ROC (AUC) de 0,78.

Tabela 3.

Análise de regressão logística univariada e multivariada para resposta PASI‐90 na semana 16

Variável  Análise univariadaAnálise multivariada
  OR (IC 95%)  p‐valor  OR (IC 95%)  p‐valor 
Dados demográficos
Idade ≤ 45‐anos (vs.> 45)  2,43 (1,21–4,88)  0,012  2,12 (0,95–4,73)  0,067 
Sexo masculino  1,28 (0,64–2,55)  0,481  –  – 
IMC (por kg/m20,98 (0,92–1,05)  0,625  –  – 
Tabagismo atual  0,86 (0,43–1,72)  0,671  –  – 
Características da doença
Duração da doença (por ano)  0,98 (0,94–1,03)  0,532  –  – 
PASI basal (por unidade)  0,91 (0,86–0,96)  0,001  0,94 (0,89–0,98)  0,021 
Histórico familiar de psoríase  0,89 (0,44–1,78)  0,743  –  – 
Artrite psoriásica  0,69 (0,33–1,44)  0,324  –  – 
Envolvimento de áreas especiais
Couro cabeludo  0,88 (0,44–1,76)  0,721  –  – 
Unhas  0,34 (0,16–0,72)  0,005  0,18 (0,06–0,47)  0,001 
Palmoplantar  0,82 (0,37–1,81)  0,623  –  – 
Genital  0,91 (0,38–2,19)  0,834  –  – 
Face  0,77 (0,33–1,79)  0,544  –  – 
Histórico de tratamento
Sem biológicos  2,78 (1,35–5,72)  0,006  3,24 (1,42–7,85)  0,008 
Número de biológicos anteriores         
0 (referência)  1,00  –  –  – 
0,44 (0,20–0,97)  0,041  –  – 
≥ 2  0,27 (0,11–0,65)  0,003  –  – 
Comorbidades
Qualquer comorbidade  0,42 (0,16–1,11)  0,081  0,58 (0,19–1,76)  0,337 
Hipertensão  0,46 (0,21–0,98)  0,045  0,71 (0,29–1,74)  0,451 
Diabetes mellitus  0,51 (0,20–1,31)  0,164  –  – 
Dislipidemia  0,74 (0,28–1,95)  0,541  –  – 
Transtornos psiquiátricos  0,58 (0,24–1,39)  0,223  –  – 

OR, Odds Ratio; IC, intervalo de confiança; IMC, índice de massa corporal.

As variáveis com p <0,20 na análise univariada foram incluídas no modelo multivariado. O modelo final foi determinado usando seleção stepwise backward com limiar de retenção p <0,10.

OR <1 indica menor probabilidade de alcançar resposta PASI‐90; OR>1 indica maior probabilidade de alcançar resposta PASI‐90.

Desempenho do modelo: Área sob a curva=0,78 (IC 95% 0,68–0,88); teste de Hosmer‐Lemeshow goodness‐of‐fit p=0,42

Figura 1.

Gráfico de floresta mostrando os preditores multivariados da resposta PASI‐90 na semana 16. OR> 1 indica fator favorável; OR <1 indica fator desfavorável.

A eficácia superior em pacientes com psoríase que não receberam tratamento biológico prévio acarreta implicações clínicas substanciais. Esses achados ressaltam que a primeira terapia biológica representa a oportunidade ideal para alcançar resposta robusta e duradoura ao tratamento. Essa janela terapêutica se estreita progressivamente a cada linha subsequente de terapia – um fenômeno atribuível a dois mecanismos principais: a seleção de fenótipos de doença inerentemente resistentes ao tratamento e o surgimento de anticorpos neutralizantes antidrogas.7 Os presentes dados defendem a implantação estratégica de agentes biológicos altamente eficazes no início do algoritmo de tratamento para maximizar os resultados clínicos em longo prazo. Os médicos devem priorizar o posicionamento dos agentes terapêuticos mais potentes como tratamento de primeira linha, em vez de reservar esses medicamentos para doenças refratárias ao tratamento.

A relação inversa entre o escore PASI basal e o sucesso do tratamento também é um achado importante. Para cada aumento de uma unidade no escore PASI basal, as chances de atingir PASI‐90 diminuíram em 6% (OR=0,94, IC 95% 0,89–0,98). Esse resultado é consistente com relatos para outros agentes biológicos altamente eficazes,8 sugerindo que maior carga inflamatória pode indicar um estado de doença mais persistente e difícil de resolver completamente. Essa observação apoia a estratégia clínica atual de intervenção precoce e eficaz.

O envolvimento ungueal emergiu como o preditor negativo mais forte para alcançar a remissão quase completa da doença na pele, destacando um grande desafio terapêutico. A unidade ungueal apresenta barreiras significantes ao tratamento em virtude de sua estrutura anatômica única e ambiente imunológico especializado, que cria um local resistente a medicamentos com penetração limitada do medicamento e células inflamatórias persistentes.9 Esse achado está alinhado com observações clínicas que mostram que a psoríase ungueal leva muito mais tempo para desaparecer do que as lesões cutâneas, mesmo com biológicos altamente eficazes como o bimequizumabe.10 Os resultados mostram a necessidade de expectativas realistas de tratamento e abordagens terapêuticas potencialmente mais intensivas em pacientes com envolvimento ungueal basal.

Os achados do período inicial de tratamento de 16 semanas ressaltam a importância de manejo das expectativas do paciente, principalmente para indivíduos com psoríase ungueal. Os médicos devem orientar os pacientes sobre as diferentes taxas de resposta: a rápida eliminação da doença cutânea permanece possível de ser obtida, enquanto a resolução da doença ungueal segue uma trajetória mais gradual que requer tratamento contínuo. Notavelmente, fatores metabólicos tradicionais, incluindo IMC e comorbidades comuns, não emergiram como preditores significantes de resposta nesta análise. O bimequizumabe parece manter eficácia robusta em diversos subgrupos de pacientes. A eficácia consistente em diferentes perfis demográficos e clínicos apoia a ampla aplicabilidade do presente modelo preditivo na prática clínica de rotina.

Nesta análise de pacientes (n=102) com psoríase moderada a grave, em condições reais de prática clínica, foram identificados três fatores basais como preditores independentes de resposta precoce de alto nível ao bimequizumabe: exposição prévia a agentes biológicos, gravidade da doença e envolvimento ungueal. Pacientes sem exposição prévia a agentes biológicos demonstraram melhores resultados de tratamento. Por outro lado, escores PASI basais elevados e a presença de envolvimento ungueal foram identificados como preditores negativos para a obtenção de resposta PASI‐90 no período de 16 semanas. A estratificação de pacientes de acordo com a resposta esperada ao tratamento, a otimização das opções terapêuticas e o estabelecimento de metas realistas são possibilitados por esses fatores preditivos. Desse modo, é fornecido um modelo prático para a individualização da terapia com bimequizumabe e para orientar o aconselhamento do paciente em relação aos resultados esperados na prática clínica rotineira.

ORCID ID

Yusuf Demir: 0000‐0003‐3307‐5917, Gurbuz Yildirim: 0000‐0003‐4195‐1825, Fatma Zehra Diken: 0009‐0009‐8855‐4617, Bengusu Yildiz: 0009‐0006‐9941‐241X, Zekayi Kutlubay: 0000‐0003‐0809‐1624, Server Serdaroglu: 0000‐0003‐2239‐9430

Suporte financeiro

Nenhum.

Contribuição dos autores

Burhan Engin: Contribuiu para a conceitualização, metodologia e supervisão.

Yusuf Demir: Foi responsável pela curadoria de dados, investigação e redação do texto original.

Gurbuz Yildirim: Realizou a curadoria de dados, análise formal e contribuiu para a revisão e edição do manuscrito.

Fatma Zehra Diken: Conduziu a investigação, a curadoria de dados e a visualização.

Bengusu Yildiz: Auxiliou na curadoria de dados e na investigação.

Zekayi Kutlubay: Contribuiu para a metodologia, recursos e revisão e edição do manuscrito.

Server Serdaroglu: Supervisionou, administrou o projeto e contribuiu para a revisão e edição do manuscrito.

Disponibilidade de dados de pesquisa

Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo foi publicado no próprio artigo.

Conflito de interesses

Nenhum.

Editor

Hiram Larangeira de Almeida Jr.

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Como citar este artigo: Engin B, Demir Y, Yildirim G, Diken FZ, Yildiz B, Kutlubay Z, et al. Predictors of early high‐level response to bimekizumab in patients with moderate‐to‐severe plaque psoriasis: a real‐world cohort study. An Bras Dermatol. 2026;101:501353.

Trabalho realizado no Departamento de Dermatologia e Venereologia, Istanbul University‐Cerrahpasa, Cerrahpasa Faculdade de Medicina, Istambul, Turquia.

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