Sugestões
Idioma
Informação da revista
Vol. 101. Núm. 3.
(Maio - Junho 2026)
Citação
Citação
Compartilhar
Baixar PDF
Mais opções do artigo
Visitas
802
Vol. 101. Núm. 3.
(Maio - Junho 2026)
Revisão
Acesso de texto completo

Estratégias complementares na psoríase – Abordagens não farmacológicas para un tratamento abrangente

Visitas
802
Fernando Valenzuelaa,b,
Autor para correspondência
fernidando@u.uchile.cl

Autor para correspondência.
, Eine Benavidesc,d, Esther Verónica Echeverryc,d, Dan Hartmannb, Daniza Bilicice
a Departamento de Dermatologia, Universidad de los Andes, Santiago, Chile
b Departamento de Dermatologia, Faculdade de Medicina, Universidad de Chile, Santiago, Chile
c Serviço de Dermatologia, Hospital Universitario del Valle, Cali, Colômbia
d Departamento de Clínica Médica, Seção de Dermatologia, Hospital Universitario del Valle “Evaristo García”, Cali, Colômbia
e Faculdade de Medicina, Universidad Finis Terrae, Santiago, Chile
Este item recebeu
Informação do artigo
Resume
Texto Completo
Bibliografia
Baixar PDF
Estatísticas
Resumo
Fundamentos

A psoríase é doença inflamatória crônica imunomediada, associada a comorbidades sistêmicas como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e doença inflamatória intestinal. Intervenções não farmacológicas, como modificações dietéticas, suplementação nutricional, exercícios físicos e intervenções psicológicas surgiram como terapias complementares no manejo da psoríase.

Objetivos

Revisar as evidências atuais e recentes e o papel de oligoelementos, vitaminas, dieta, exercícios físicos e intervenções psicológicas como abordagens complementares no manejo de pacientes com psoríase.

Materiais e métodos

Foi realizada revisão narrativa, analisando ensaios clínicos, metanálises e estudos de coorte de importantes bases de dados.

Resultados

Oligoelementos como zinco, cobre e selênio, e vitaminas, incluindo D, E, complexo B e A, desempenham papéis na modulação do estresse oxidativo, na regulação imunológica e na biologia dos queratinócitos. No entanto, a eficácia clínica da suplementação de micronutrientes permanece incerta em virtude de achados inconsistentes e conflitantes. Intervenções dietéticas, particularmente a adesão à dieta mediterrânea e a perda ponderal por meio de restrição calórica ou cirurgia bariátrica, têm sido associadas à redução da gravidade da psoríase, embora protocolos clínicos claros ainda não existam. O exercício aeróbico parece benéfico, mas é subutilizado, em parte por barreiras psicológicas e relacionadas à doença. Além disso, a psoríase está associada a alta prevalência de transtornos psicológicos, sendo necessário integrar intervenções psicológicas para otimizar o manejo da doença.

Limitações do estudo

As evidências disponíveis são limitadas e apresentam heterogeneidade no desenho dos estudos, com amostras pequenas, metodologias observacionais e protocolos de intervenção inconsistentes, o que restringe a inferência causal e a generalização dos resultados.

Conclusão

Embora as estratégias não farmacológicas se mostrem promissoras como intervenções complementares no manejo da psoríase, elas não podem substituir a terapia convencional. Mais estudos são necessários para confirmar seu impacto clínico. Essas abordagens devem ser consideradas estratégias complementares, e avaliações individualizadas dos pacientes e seguimento contínuo são essenciais.

Palavras‐chave:
Comorbidade
Dieta mediterrânea
Exercício físico
Psoríase
Terapias complementares
Vitaminas
Texto Completo
Introdução

A psoríase é doença inflamatória crônica de origem imunológica, caracterizada pela ativação excessiva do eixo fator de necrose tumoral alfa (TNF‐α)/interleucina (IL)‐23/IL‐17, levando à hiperproliferação e diferenciação anormal dos queratinócitos epidérmicos. Essa condição está frequentemente associada a diversas comorbidades, incluindo obesidade, diabetes mellitus, dislipidemia, doenças cardiovasculares e doença inflamatória intestinal.1 Pacientes com psoríase frequentemente apresentam hábitos alimentares desequilibrados, com alta ingestão de gordura e baixo consumo de fibras. Nos últimos anos, a nutrição tem demonstrado desempenhar papel fundamental no desenvolvimento e progressão da doença psoriásica, bem como em suas comorbidades associadas. Isso tem levado ao crescente interesse na literatura científica sobre o uso de suplementos nutricionais, como oligoelementos e vitaminas, no tratamento da psoríase.2 Por outro lado, o exercício físico também influencia doenças inflamatórias crônicas, incluindo a psoríase. Do mesmo modo, a presença dessa doença pode impactar os níveis de atividade física dos pacientes. Exercícios físicos regulares de intensidade moderada a vigorosa têm se mostrado fator preventivo independente na redução do risco de desenvolvimento de psoríase. Além disso, em pacientes com sobrepeso, a atividade física com o objetivo de perder peso pode melhorar a gravidade da doença. No entanto, essa população tende a ser mais sedentária e enfrenta múltiplas barreiras para a prática de exercícios.3 A psoríase não é apenas uma condição dermatológica; ela impacta significantemente a qualidade de vida e a saúde mental dos pacientes. Pacientes com psoríase têm 1,5 vezes mais chances de apresentar doença mental, e 12,7% podem ter ideações suicidas.4 A integração da terapia cognitivo‐comportamental (TCC), grupos de apoio ou outras intervenções psicológicas também é essencial para a abordagem abrangente de manejo da doença. O presente estudo explora o impacto de alguns dos nutrientes mais relevantes na psoríase, bem como o papel da dieta, do exercício e da avaliação de condições psiquiátricas em seu manejo e progressão.

Materiais e métodos

Este estudo é uma revisão narrativa que avalia o papel de oligoelementos, vitaminas, dieta, exercício e intervenções psicológicas na fisiopatologia e no manejo da psoríase. Foi realizada busca sistemática nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science e Google Scholar, entre março e abril de 2025. Os termos de busca incluíram “Psoriasis AND trace elements (Zinc, Copper, Selenium)”; “Psoriasis AND vitamins (Vitamin D, Vitamin E, Vitamin A, Vitamin B complex)”; “Psoriasis AND diet (Mediterranean diet, Caloric restriction, Micronutrient deficiencies)”; “Psoriasis AND exercise (Physical activity, Weight loss, Obesity, Inflammation)”; “Psoriasis AND bariatric surgery”; “Psoriasis AND psychological disorders (Depression, Anxiety, Quality of life)”. Apenas estudos publicados em inglês e espanhol foram incluídos.

ResultadosPsoríase e oligoelementosZinco e cobre

O zinco (Zn) é cofator essencial na atividade catalítica de mais de 200 enzimas, desempenhando papel crucial na função imunológica, cicatrização de feridas, síntese de proteínas, síntese de DNA e divisão celular.5 Ele atua como coenzima para DNA e RNA polimerases e é importante na hiperproliferação de queratinócitos observada na pele com psoríase, resultando em maior consumo de Zn secundário a essa renovação celular acelerada na psoríase, o que pode levar à redução nos níveis séricos.6 Por outro lado, a deficiência de Zn pode levar à diminuição da atividade enzimática de antioxidantes importantes e à disfunção das células imunológicas, aumentando assim a suscetibilidade a infecções virais e bacterianas que podem exacerbar a inflamação da pele e desencadear lesões psoriásicas.7 O cobre é outro oligoelemento essencial com propriedades redox que o tornam fisiologicamente benéfico e potencialmente citotóxico.8 No soro, o cobre liga‐se principalmente à α2‐globulina para formar a ceruloplasmina, importante proteína antioxidante envolvida na eliminação do excesso de radicais livres.7 Os níveis elevados de cobre sérico observados em pacientes com psoríase podem refletir a regulação positiva da ceruloplasmina em resposta ao estresse oxidativo causado pela inflamação crônica na psoríase. No entanto, o cobre livre pode catalisar a formação de espécies reativas de oxigênio (EROs), como ânions superóxido (O2), peróxido de hidrogênio (H2O2) e radicais hidroxila (OH) por meio da reação de Fenton, contribuindo para danos celulares e inflamação.9 Um estudo caso‐controle de 2021, envolvendo 72 pacientes com psoríase, categorizados pelo escore Psoriasis Area and Severity Index (PASI; Grupo T1: PASI<10, psoríase leve; Grupo T2: PASI >10, psoríase grave), relatou que os níveis séricos de cobre e a razão cobre/zinco em pacientes com psoríase, comparados a controles saudáveis, eram significantemente maiores.10 Os níveis séricos de zinco não apresentaram diferença significante entre os dois grupos, sugerindo que o aumento na razão cobre/zinco pode ser atribuído ao aumento de cobre em vez da diminuição dos níveis de zinco. Uma metanálise realizada entre 1988 e 2016 corrobora esses achados, com estudos comparando os níveis séricos de cobre e zinco entre pacientes com psoríase e controles saudáveis, e observou níveis séricos elevados de cobre e níveis séricos reduzidos de zinco em pacientes com psoríase.7 Além disso, pesquisas em pacientes com artrite psoriásica indicaram que níveis elevados de cobre e níveis reduzidos de zinco podem contribuir para a patogênese da doença. Curiosamente, um dos mecanismos propostos para explicar a eficácia terapêutica do metotrexato na artrite psoriásica é sua capacidade de aumentar os níveis séricos de zinco e reduzir os níveis de cobre.11 Em resumo, embora alterações nos níveis de zinco e cobre sejam observadas consistentemente na psoríase e na artrite psoriásica, a relevância clínica desses achados e sua potencial utilidade como alvos terapêuticos permanecem incertas e requerem investigação adicional.

Selênio

O selênio (Se) é elemento essencial com propriedades antiproliferativas e imunorreguladoras. Foi proposto que o Se contribui para a melhora da psoríase ao atenuar o estresse oxidativo, potencialmente por meio da regulação positiva da atividade da catalase e da superóxido dismutase por meio de seus efeitos antioxidantes.12 Outra hipótese sugere que o selênio regula os processos imunológicos na psoríase, modulando a expressão de citocinas, exercendo efeitos inibitórios sobre os níveis de TNF‐α e promovendo aumento nas populações de células T CD4+na derme reticular das lesões psoriásicas.13–16 Vários estudos investigaram a relação entre os níveis de Se e a gravidade da psoríase. Um estudo de 2002 relatou correlação inversa entre os níveis séricos de Se e a gravidade da psoríase.14 Em um ensaio clínico duplo‐cego, controlado por placebo, comparando os efeitos da terapia combinada de aspartato de Se, coenzima Q10 e vitamina E versus placebo, demonstrou‐se melhora significante no escore PASI e no índice de gravidade (IG) em pacientes com psoríase eritrodérmica e artropática grave.15 Em consonância com esses achados, outros estudos observaram que os níveis séricos de Se em pacientes com psoríase tendem a ser menores em comparação com controles saudáveis, sugerindo possível ligação entre a deficiência de Se, estresse oxidativo e respostas imunes alteradas na patogênese da doença.16,17 No entanto, as evidências sobre a eficácia terapêutica da suplementação de Se permanecem inconsistentes. Em um estudo duplo‐cego de grupos paralelos, não houve benefício adicional da suplementação de Se quando combinada com fototerapia UVB de banda estreita (UVB‐NB) em comparação com UVB‐NB com placebo.18 Além disso, um estudo caso‐controle realizado com pacientes hospitalizados entre janeiro e junho de 2002 relatou que a suplementação com selenometionina foi ineficaz como tratamento adjuvante para psoríase em placas; e que a suplementação com Se pode contribuir para elevações sustentadas no receptor solúvel de TNF‐α tipo 1 em pacientes com psoríase, mesmo após a remissão das lesões.19 Uma metanálise de 2012 reforçou esses achados mistos, sem diferenças estatisticamente significantes nos níveis séricos de Se entre pacientes com psoríase e controles.20 Em resumo, o papel do Se na psoríase parece ser multifatorial, envolvendo potenciais contribuições para a regulação do estresse oxidativo, modulação de citocinas e equilíbrio do sistema imunológico. Apesar das evidências que apoiam a associação entre baixos níveis de Se e a gravidade da doença, os dados atuais sobre sua aplicação terapêutica permanecem inconclusivos. Mais estudos controlados de alta qualidade são necessários para esclarecer o significado mecanístico e clínico do Se no tratamento da psoríase.

Psoríase e vitaminasVitamina D

A vitamina D (VD) desempenha papel crucial na homeostase do cálcio e do fósforo. Sua deficiência prolongada leva ao raquitismo em crianças e à osteomalácia em adultos. Além de seus efeitos no esqueleto, a VD apresenta funções imunomoduladoras, influenciando as respostas imunes inatas e adaptativas.21 Dado o seu papel na regulação imune e na homeostase da pele, a associação entre o estado da VD e a psoríase tem sido extensivamente investigada.22–26 Vários estudos relataram que pacientes com psoríase apresentam concentrações séricas de 25‐hidroxivitamina D (25(OH)D) mais baixas em comparação com controles saudáveis, sugerindo possível papel contributivo da deficiência de VD na patogênese da psoríase.23 No entanto, ensaios de intervenção apresentaram resultados mistos. Alguns ensaios clínicos randomizados que avaliaram a suplementação oral de VD não demonstraram melhoras significantes nos escores PASI, indicando que a suplementação de VD isoladamente pode não ser suficiente para induzir a remissão clínica.24 Do mesmo modo, um estudo que examinou a suplementação sazonal de vitamina D durante o inverno não conseguiu demonstrar alterações significantes na gravidade da doença entre os grupos tratado e placebo.25 Um estudo de coorte intervencional avaliando a terapia com UVB de banda estreita (UVB‐NB) demonstrou que essa terapia pode reduzir os níveis da proteína ligadora de vitamina D (DBP) e da proteína C‐reativa de alta sensibilidade (hs‐PCR), ao mesmo tempo que aumenta os níveis séricos de vitamina D em pacientes com psoríase.26 Isso sugere potencial efeito anti‐inflamatório sistêmico da fototerapia, particularmente em pacientes com deficiência de vitamina D. Também foi proposto que os derivados da vitamina D podem aumentar a eficácia da fototerapia na psoríase sem causar efeitos colaterais adversos.22,26 Além disso, uma análise de randomização mendeliana sugeriu potencial efeito protetor de níveis mais elevados de vitamina D contra o desenvolvimento da psoríase, embora sejam necessários mais estudos para confirmar essa relação.27 Em resumo, embora a vitamina D pareça desempenhar um papel na patogênese e na resposta ao tratamento da psoríase, as evidências atuais não apoiam seu uso rotineiro como monoterapia. É aconselhável o monitoramento regular dos níveis de vitamina D em pacientes com psoríase, e a suplementação deve ser considerada em indivíduos com deficiência confirmada.

Vitamina E

A vitamina E (VE) é antioxidante lipofílico que protege as membranas celulares contra danos oxidativos, os quais têm sido implicados na patogênese de doenças inflamatórias da pele, incluindo a psoríase.28 A relação entre VE e psoríase tem sido explorada em múltiplos estudos. Uma metanálise demonstrou que os níveis séricos de VE são mais baixos em pacientes com psoríase em comparação com controles saudáveis, sugerindo que a deficiência de VE pode predispor os indivíduos ao desenvolvimento dessa doença imunomediada.29 Corroborando esse achado, um estudo transversal baseado em dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) constatou que a maior ingestão dietética de VE estava inversamente associada ao risco de psoríase.30 Também foi constatado que a suplementação de VE, em combinação com outros antioxidantes, como a coenzima Q10 e o Se, melhorou as condições clínicas em pacientes com formas graves de psoríase, como artrite psoriásica e psoríase eritrodérmica.31 Em conclusão, embora as evidências atuais indiquem papel potencialmente benéfico da vitamina E na prevenção da psoríase e na modulação dos sintomas, são necessários ensaios clínicos adicionais de alta qualidade para estabelecer sua eficácia e determinar as estratégias de dosagem ideais. Atualmente, a vitamina E pode ser considerada parte de uma abordagem abrangente de dieta e estilo de vida para o tratamento da psoríase, em vez de intervenção terapêutica isolada.

Vitamina B

A cobalamina (vitamina B12) e o ácido fólico (vitamina B9) têm sido implicados na fisiopatologia da psoríase por meio de seu papel no metabolismo da homocisteína. A hiper‐homocisteinemia nesses pacientes tem sido relacionada à deficiência de VB9 e VB12,32,33 e a processos imunoinflamatórios pela ativação de linfócitos Th1 e Th17 e supressão de células T‐reg.34 Uma metanálise constatou que pacientes com psoríase apresentam níveis mais elevados de homocisteína e maior prevalência de hiper‐homocisteinemia em comparação com controles; no entanto, nenhuma diferença significante nos níveis séricos de VB12 foi detectada entre os dois grupos.32 Em contraste, outro estudo relata correlação direta entre os níveis de homocisteína e a gravidade da psoríase, e relação inversa com os níveis de ácido fólico.35 Em um estudo com 98 pacientes com psoríase e 98 controles, constatou‐se que 57% dos pacientes com psoríase apresentavam níveis elevados de homocisteína, em comparação com 25% dos controles (p <0,0001). Esses pacientes também apresentaram níveis séricos de vitamina B12 significantemente mais baixos, embora nenhuma associação direta com o escore PASI tenha sido observada.36 Em relação à vitamina B6, sugere‐se que alterações em seu metabolismo influenciem a inflamação da pele, embora sejam necessários mais estudos para confirmar esses achados.37 Em resumo, há evidências crescentes que apoiam uma conexão entre o metabolismo alterado da homocisteína e a psoríase, possivelmente mediada por deficiências de VB9 e VB12. Essas alterações podem contribuir tanto para a patogênese da doença quanto para os riscos cardiovasculares associados. Embora as descobertas atuais destaquem o valor potencial da avaliação dos níveis de homocisteína e vitaminas do complexo B em pacientes com psoríase, ensaios clínicos mais robustos são necessários antes que diretrizes claras de suplementação possam ser estabelecidas.

Vitamina A

A vitamina A (VA) e seus metabólitos – como o ácido retinoico e derivados retinoides sintéticos – têm sido usados no tratamento da psoríase com resultados terapêuticos variáveis. Os retinoides influenciam a proliferação, diferenciação e queratinização dos queratinócitos, processos que estão desregulados na psoríase;38 A VA é essencial para manter a integridade epitelial e modular as respostas imunes. O metabolismo da VA está correlacionado ao gene CYP1A1. Um estudo comparando 45 pacientes com psoríase e 45 controles saudáveis analisou o polimorfismo CYP1A1 (rs1048943) e os níveis séricos de VA. O genótipo AG foi encontrado exclusivamente em pacientes com psoríase (22,2%, p=0,001) e associado a concentrações mais baixas de VA. Além disso, os pacientes com psoríase apresentaram níveis de VA significantemente reduzidos em comparação aos controles (p <0,001), sugerindo que o gene CYP1A1 e a deficiência de VA podem contribuir para a suscetibilidade e gravidade da doença.39 Por outro lado, uma análise do NHANES, nos Estados Unidos, revelou que pacientes com psoríase apresentavam níveis séricos de VA mais elevados em comparação aos controles saudáveis, sugerindo possível associação entre níveis elevados de VA e psoríase.40 No entanto, esses achados são inconsistentes e requerem investigação adicional para determinar a direção e as implicações dessa associação. O ácido retinoico apresenta propriedades anti‐inflamatórias e imunorreguladoras, que podem melhorar as lesões clínicas da psoríase. Além disso, apresenta efeitos fungistáticos, o que é particularmente relevante para pacientes com psoríase submetidos à terapia com inibidores de IL‐17, visto que esses agentes biológicos podem aumentar o risco de infecções fúngicas.41 Formulações tópicas podem oferecer perfil de segurança mais favorável quando combinadas com corticosteroides. Retinoides sistêmicos, como a acitretina, demonstraram benefícios na psoríase eritrodérmica ou pustulosa e têm sido utilizados como tratamento adjuvante para psoríase generalizada, a fim de potencializar os efeitos da terapia com antralina, PUVA ou UVB.38 Em resumo, embora os derivados da vitamina A tenham demonstrado potencial terapêutico na psoríase, atuando na função dos queratinócitos e na inflamação, sua aplicação clínica é limitada pela toxicidade dose‐dependente e pela resposta variável dos pacientes. A relação entre os níveis de vitamina A, os polimorfismos genéticos e a patogênese da psoríase permanece incompleta e justifica pesquisas adicionais. Atualmente, a suplementação com VA não é recomendada como tratamento isolado, mas os retinoides podem ter um papel em cenários clínicos específicos.

Psoríase e exercício

A atividade física desempenha papel crucial na prevenção e no controle de doenças crônicas, incluindo distúrbios inflamatórios, doenças cardiovasculares, obesidade e síndrome metabólica.42 A psoríase está associada a essas comorbidades, e tanto a obesidade quanto o sedentarismo são reconhecidos como fatores de risco significantes para o seu desenvolvimento. Portanto, exercícios de intensidade moderada têm sido propostos como tratamento complementar para pacientes com psoríase.43 A American Heart Association (AHA) recomenda que todos os adultos de 18 a 65 anos participem de atividades físicas aeróbicas de intensidade moderada por, no mínimo, 30 minutos em cinco dias por semana, ou atividades físicas aeróbicas de intensidade vigorosa por, no mínimo, 20 minutos em três dias por semana.44 O estudo HUNT avaliou a relação entre o índice de massa corporal (IMC), a circunferência da cintura, a relação cintura‐quadril e as alterações de peso ao longo de dez anos no risco de psoríase. O estudo encontrou associação significante entre o aumento do peso corporal e o risco de psoríase, particularmente nos indivíduos que ganharam 10kg ou mais durante o período de seguimento. Esses achados destacam o controle de peso como potencial estratégia preventiva para a psoríase.45 Demonstrou‐se que o aumento do tecido adiposo afeta os níveis de citocinas inflamatórias envolvidas na psoríase, como TNF‐α e IL‐17. Como a obesidade é fator de risco para o desenvolvimento ou agravamento da psoríase, a atividade física pode ter papel protetor contra a doença.46 Um ensaio clínico randomizado realizado por Naldi et al. avaliou o impacto do exercício em pacientes com psoríase com PASI> 10 e sobrepeso ou obesidade. O estudo incluiu 303 pacientes que realizaram exercícios aeróbicos por pelo menos 40 minutos, três vezes por semana, durante 20 semanas, com o objetivo de reduzir 5% do peso corporal. O grupo de exercício apresentou redução de 48% no PASI, enquanto o grupo controle apresentou redução de 25,5% no PASI (p=0,02).47 Uma revisão sistemática recente examinou o papel da atividade física na prevenção e no tratamento de pacientes com psoríase. Os resultados sugerem que a prática de exercícios de intensidade moderada pode levar à melhora da expressão de genes antioxidantes, redução do estresse oxidativo, níveis mais elevados de globulina de ligação a hormônios sexuais e níveis mais baixos de fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF‐1), juntamente com a diminuição da massa de tecido adiposo. Essas alterações no metabolismo e nos hormônios ajudam a reduzir os níveis de insulina e leptina, aumentar os níveis de adiponectina e, em última análise, reduzir a inflamação sistêmica.48 Uma revisão sistemática de 2022 sugeriu que os efeitos benéficos do exercício na psoríase podem ser mediados, em parte, pela redução do tecido adiposo. No entanto, pacientes com psoríase frequentemente relatam níveis reduzidos de atividade física, atribuídos a limitações relacionadas à doença, como desconforto na pele, dor ou estigma social.45 Em outro estudo que avaliou as barreiras à atividade física em pacientes com psoríase crônica, constatou‐se que 53% dos pacientes com idades entre 18 e 65 anos e 66% daqueles com mais de 65 anos não atingiam os níveis recomendados de atividade física para a saúde cardiovascular. As principais barreiras foram a sensibilidade e o desconforto da pele durante o exercício, o constrangimento com a aparência da pele, as limitações nas opções de vestuário (como evitar roupas esportivas que exponham as áreas afetadas) e o impacto dos tratamentos que interferem nas rotinas de exercícios. O estudo também mostrou que maior gravidade da doença e pior qualidade de vida relacionada à dermatologia (medida pelo DLQI) estavam associadas a níveis mais baixos de atividade física, particularmente em mulheres de 18 a 65 anos.49 Em resumo, a atividade física pode desempenhar papel duplo tanto na prevenção da psoríase quanto na melhora dos sintomas, principalmente em indivíduos com sobrepeso ou obesos. Ela deve ser considerada estratégia complementar, não farmacológica, dentro de uma abordagem de tratamento multidisciplinar. Além disso, os profissionais de saúde precisam reconhecer e abordar as barreiras específicas que podem impedir os pacientes com psoríase de se engajarem em atividades físicas. Intervenções personalizadas que levem em consideração os desafios únicos enfrentados por indivíduos com psoríase são recomendadas para promover estilos de vida mais saudáveis e ativos.

Psoríase e dieta

O papel da dieta como tratamento para psoríase foi avaliado em diversos estudos, demonstrando que a intervenção dietética pode reduzir a inflamação sistêmica por meio da ingestão de nutrientes antioxidantes e anti‐inflamatórios.50 A dieta ocidental atual é considerada pró‐inflamatória, rica em ácidos graxos ômega‐6, com alto consumo calórico e gorduras trans, podendo exacerbar a desregulação imunológica na psoríase.51 Em contrapartida, estratégias nutricionais que promovem a homeostase imunológica, particularmente a dieta mediterrânea, rica em vegetais, frutas, grãos integrais e gorduras saudáveis, têm sido associadas à redução da incidência de doenças metabólicas e inflamatórias e podem oferecer efeito protetor na psoríase.52 Dietas com restrição calórica demonstraram reduzir ligeiramente os escores PASI e melhorar a qualidade de vida em indivíduos afetados.53 Além disso, dietas ricas em fibras, vitaminas e polifenóis demonstraram propriedades anti‐inflamatórias e podem influenciar positivamente a microbiota intestinal, fator cada vez mais reconhecido na fisiopatologia da psoríase.53–55 Um estudo comparativo de 45 pacientes com psoríase e 43 controles revelou que os pacientes com psoríase apresentavam IMC, colesterol LDL e níveis de colesterol total mais elevados, mas níveis de colesterol HDL mais baixos. Adicionalmente, eles consumiam mais carboidratos e gorduras, porém menos fibras, folato e VE. Esses achados sugerem que desequilíbrios nutricionais e dislipidemia podem contribuir para a gravidade da doença, reforçando a importância do aconselhamento dietético direcionado no manejo da psoríase.56 Uma metanálise constatou que a perda ponderal por meio de intervenções no estilo de vida melhorou significantemente a psoríase em comparação com intervenções em grupos de controle. Consequentemente, foi sugerido que, em combinação com a terapia convencional, uma dieta adequada deve ser implementada para melhorar as respostas clínicas na psoríase e reduzir as comorbidades.57

Psoríase e cirurgia bariátrica

As cirurgias bariátricas, incluindo procedimentos como gastrectomia vertical e bypass gástrico, surgiram como potencial terapia complementar em pacientes obesos com psoríase. Um estudo observacional recente com 32 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica relatou redução significante no escore PASI após a intervenção cirúrgica.58 Em outro estudo envolvendo dez pacientes obesos com psoríase, 70% permaneceram em remissão por pelo menos seis meses após a cirurgia, e três de quatro pacientes em terapia sistêmica interromperam a medicação em virtude de melhora significante. Melhora na qualidade de vida e redução dos fatores de risco cardiovascular também foram observadas.59 No entanto, a cirurgia bariátrica está associada a risco aumentado de deficiências de micronutrientes, incluindo VD, VB12, ferro, cálcio, Se, zinco, entre outros, em virtude da alteração na absorção de nutrientes após a cirurgia.60–63 Essas deficiências podem levar à anemia, osteoporose, complicações neurológicas e potencialmente exacerbar os sintomas da psoríase. Por exemplo, a deficiência de Se tem sido associada à fraqueza muscular, cardiomiopatia e surtos de psoríase.63,64 Apesar do uso disseminado de suplementos multivitamínicos e minerais, as deficiências nutricionais persistem em uma porcentagem considerável de pacientes, destacando a necessidade de avaliação contínua.63,65 Em conclusão, as estratégias de redução de peso, incluindo dieta e cirurgia bariátrica, podem oferecer benefícios substanciais na psoríase – particularmente em pacientes obesos. No entanto, essas intervenções exigem seleção cuidadosa dos pacientes e avaliação abrangente de risco‐benefício, dado o potencial para complicações metabólicas e nutricionais em longo prazo.

Psoríase e saúde mental

É evidente que a psoríase está associada a impactos na qualidade de vida e na saúde mental dos pacientes. A presença de depressão, ansiedade e estigma social está bem documentada em pacientes com psoríase. Em uma revisão sistemática, a prevalência de transtornos de ansiedade em pacientes com psoríase foi de 7% a 48%.66 No caso da depressão, a prevalência é estimada em 20% a 30%.67 Associação com outras condições psiquiátricas foi descrita, tais como esquizofrenia, transtorno bipolar e transtorno de estresse pós‐traumático.4 Ideação suicida em pacientes com psoríase foi relatada em 12,7% dos pacientes.68 A maior presença de marcadores pró‐inflamatórios foi correlacionada com risco elevado de depressão, ansiedade e esquizofrenia em pacientes com psoríase, sugerindo relação entre as vias neuroinflamatórias e a gravidade da lesão na pele.69 Por outro lado, o estigma social afeta pacientes com psoríase, podendo levar ao agravamento dos sintomas ou à dificuldade em praticar atividades físicas.70,71 Em pacientes com psoríase, deve‐se realizar triagem para depressão, ansiedade e ideação suicida, além da avaliação de outras condições psiquiátricas. O tratamento do estresse, da depressão ou da ansiedade pode melhorar a saúde geral e a qualidade de vida dos pacientes, reduzindo a gravidade das lesões cutâneas. A consideração de intervenções comportamentais ou da TCC pode auxiliar na melhora da adesão às mudanças alimentares e aos programas de exercícios.

Discussão

A psoríase é doença inflamatória crônica imunomediada causada por interação complexa de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida.1 Evidências emergentes destacam o papel da nutrição, da atividade física e de micronutrientes específicos na modulação do curso da doença e das comorbidades associadas.31

Por exemplo, o Se mostra potencial em virtude de suas funções antioxidantes e imunorreguladoras; estudos relatam resultados inconsistentes, com alguns sugerindo melhora clínica e outros não encontrando efeito significante.20 A deficiência de VD é frequente em pacientes com psoríase, mas a suplementação isolada não se traduziu consistentemente em melhora clínica, possivelmente em virtude de diferenças nos níveis basais, dosagem ou terapias concomitantes.27 Ambiguidades semelhantes cercam a VE, com falta de evidências definitivas para seu uso como monoterapia. A relação entre homocisteína elevada e psoríase implica deficiências de vitamina B12 e ácido fólico. Embora alguns estudos demonstrem correlações com a gravidade da doença e o risco cardiovascular, os benefícios diretos da suplementação permanecem incertos.32,33 A vitamina A e seus derivados demonstraram eficácia em certos subtipos de psoríase, mas são limitados por seus perfis de toxicidade. Polimorfismos genéticos que influenciam o metabolismo da vitamina A podem afetar ainda mais as respostas individuais.39 Exercícios e intervenções dietéticas oferecem benefícios adjuvantes promissores. Exercícios aeróbicos estruturados demonstraram melhora nos escores PASI e parâmetros metabólicos,47 porém a adesão do paciente pode ser dificultada por barreiras físicas ou psicológicas relacionadas à doença.49 Da mesma maneira, embora dietas anti‐inflamatórias – particularmente a dieta mediterrânea – estejam associadas à melhora dos sintomas, a adesão e os resultados em longo prazo requerem validação adicional.52 A restrição calórica e dietas ricas em nutrientes melhoram a qualidade de vida e a inflamação, mas precisam de padronização nas recomendações clínicas. A cirurgia bariátrica proporciona benefícios significantes para pacientes obesos com psoríase, incluindo remissão dos sintomas e redução da medicação. No entanto, o procedimento está associado a deficiências de micronutrientes em longo prazo (p. ex., VD, Se, B12), o que exige acompanhamento pós‐operatório cuidadoso.62,63 O tamanho limitado das amostras e a natureza observacional dos estudos atuais também limitam a força das conclusões. A psoríase impacta significantemente a saúde mental, com alta prevalência de ansiedade, depressão e até ideação suicida4 e também está associada a outros transtornos psiquiátricos e processos inflamatórios.69 Além disso, o estigma social pode agravar os sintomas. Portanto, o apoio psicológico e intervenções como a terapia cognitivo‐comportamental são essenciais.

Apesar das associações promissoras, várias limitações restringem o atual conjunto de pesquisas. Em primeiro lugar, muitos estudos citados são observacionais ou transversais, o que limita a inferência causal. Ensaios clínicos randomizados ainda são escassos ou apresentam resultados mistos, particularmente para a suplementação de micronutrientes. A variabilidade no desenho do estudo, nos tamanhos das amostras, na gravidade da doença e nos protocolos de intervenção complica ainda mais a interpretação dos dados. Além disso, a heterogeneidade nas populações de pacientes, como idade, IMC, comorbidades e níveis basais de nutrientes, afeta a generalização dos resultados. Fatores de confusão, como o uso de medicamentos, padrões alimentares e comportamentos relacionados ao estilo de vida, são frequentemente controlados de maneira inadequada. Pesquisas futuras devem priorizar ensaios clínicos randomizados, protocolos padronizados para intervenções dietéticas, de exercícios e psicológicas, e a integração do suporte psicossocial às estratégias de manejo da psoríase.

Em resumo, embora o papel da nutrição e do estilo de vida no manejo da psoríase esteja ganhando reconhecimento, as evidências atuais são insuficientes para estabelecer diretrizes clínicas universais. Estratégias individualizadas com foco no controle do peso, nutrição balanceada e atividade física regular de intensidade moderada são promissoras para melhorar os resultados do tratamento e a qualidade de vida de pacientes com psoríase.

Conclusão

Há evidências que sugerem uma interação entre oligoelementos, vitaminas, dieta, exercícios e suporte psicológico com a psoríase. Essas informações oferecem estratégias complementares promissoras para o manejo da doença. No entanto, dada a variabilidade e inconsistência das evidências atuais, essas abordagens não devem substituir os tratamentos estabelecidos. Mais estudos e pesquisas são necessários para esclarecer essas relações e visar o desenvolvimento de diretrizes clínicas claras e a integração de considerações psicológicas para otimizar os resultados em pacientes com psoríase.

ORCID ID

Fernando Valenzuela: 0000‐0003‐1032‐9347, Eine Benavides: 0000‐0002‐2064‐2647, Esther Verónica Echeverry: 0000‐0002‐5344‐1251, Daniza Bilicic: 0000‐0002‐1421‐8989

Suporte financeiro

Nenhum.

Contribuição dos autores

Fernando Valenzuela: Aprovação da versão final do manuscrito; revisão crítica da literatura; revisão crítica do manuscrito; elaboração e redação do manuscrito.

Eine Benavides: Revisão crítica da literatura; revisão crítica do manuscrito; elaboração e redação do manuscrito.

Esther Verónica Echeverry: Revisão crítica da literatura; revisão crítica do manuscrito; elaboração e redação do manuscrito.

Dan Hartmann: Aprovação da versão final do manuscrito; revisão crítica da literatura; elaboração e redação do manuscrito.

Daniza Bilicic: Revisão crítica da literatura; elaboração e redação do manuscrito.

Disponibilidade de dados de pesquisa

Não se aplica.

Conflito de interesses

Nenhum.

Editor

Sílvio Alencar Marques

Referências
[1]
N. Kanda.
Psoriasis: pathogenesis, comorbidities, and therapy updated.
Int J Mol Sci., 22 (2021), pp. 2979
[2]
N. Kanda, T. Hoashi, H. Saeki.
Nutrition and psoriasis.
Int J Mol Sci., 21 (2020), pp. 5405
[3]
S. Yeroushalmi, M. Hakimi, M. Chung, E. Bartholomew, T. Bhutani, W. Liao.
Psoriasis and exercise: a review.
Psoriasis (Auckl)., 12 (2022), pp. 189-197
[4]
T.L. Hedemann, X. Liu, C.N. Kang, M.I. Husain.
Associations between psoriasis and mental illness: an update for clinicians.
Gen Hosp Psychiatry., 75 (2022), pp. 30-37
[5]
J. Osredkar, N. Sustar.
Copper and zinc, biological role and significance of copper/zinc imbalance.
J Clin Toxicol., s3 (2011), pp. 001
[6]
I. Hassan, G. Sheikh, Q. Masood, S. Majeed.
Comparison of levels of serum copper, zinc, albumin, globulin and alkaline phosphatase in psoriatic patients and controls: A hospital based casecontrol study.
Indian Dermatol Online J., 6 (2015), pp. 81-83
[7]
X. Chen, C. Peng, L. Lei, J. Su, J. Chen, W. Chen.
Abnormal serum copper and zinc levels in patients with Psoriasis: a meta‐analysis.
Indian J Dermatol., 64 (2019), pp. 224-230
[8]
A. Grubman, A.R. White.
Copper as a key regulator of cell signalling pathways.
Expert Rev Mol Med., 16 (2014), pp. e11
[9]
R. Prasad, G. Kaur, B.N.S. Walia.
A critical evaluation of copper metabolism in indian wilson's disease children with special reference to their phenotypes and relatives.
Biol Trace Elem Res., 65 (1998), pp. 153-165
[10]
J. Aggarwal, A. Singh, S. Gupta, R. Prasad.
Copper and zinc status in psoriasis: correlation with severity.
Indian J Clin Biochem., 36 (2021), pp. 120-123
[11]
Y. Gao, X. Li, T. Liu, Z. Liu.
The effect of methotrexate on serum levels of trace/mineral elements in patients with Psoriatic Arthritis.
Biol Trace Elem Res., 199 (2021), pp. 4498-4503
[12]
J.W. Millsop, B.K. Bhatia, M. Debbaneh, J. Koo, W. Liao.
Diet and psoriasis, part III: role of nutritional supplements.
J Am Acad Dermatol., 71 (2014), pp. 561-569
[13]
M. Nazıroğlu, K. Yıldız, B. Tamtürk, İ. Erturan, M. Flores-Arce.
Selenium and psoriasis.
Biol Trace Elem Res., 150 (2012), pp. 3-9
[14]
A.B. Serwin, W. Wasowicz, J. Gromadzinska, B. Chodynicka.
Selenium status in psoriasis and its relationship with alcohol consumption.
Biol Trace Elem Res., 89 (2002), pp. 127-138
[15]
Z. Kharaeva, E. Gostova, C. De Luca, D. Raskovic, L. Korkina.
Clinical and biochemical effects of coenzyme Q(10), vitamin E, and selenium supplementation to psoriasis patients.
Nutrition., 25 (2009), pp. 295-302
[16]
M. Wacewicz, K. Socha, J. Soroczyńska, M. Niczyporuk, P. Aleksiejczuk, J. Ostrowska, et al.
Concentration of selenium, zinc, copper, Cu/Zn ratio, total antioxidant status and c‐reactive protein in the serum of patients with psoriasis treated by narrow‐band ultraviolet B phototherapy: a case‐control study.
J Trace Elem Med Biol., 44 (2017), pp. 109-114
[17]
J. Lv, P. Ai, S. Lei, F. Zhou, S. Chen, Y. Zhang.
Selenium levels and skin diseases: systematic review and meta‐analysis.
J Trace Elem Med Biol., 62 (2020),
[18]
A.B. Serwin, W. Wasowicz, B. Chodynicka.
Selenium supplementation, soluble tumor necrosis factor‐alpha receptor type 1, and C‐reactive protein during psoriasis therapy with narrowband ultraviolet B.
Nutrition., 22 (2006), pp. 860-864
[19]
A.B. Serwin, H. Mysliwiec, K. Hukalowicz, P. Porebski, M. Borawska, B. Chodynicka.
Soluble tumor necrosis factor‐alpha receptor type 1 during selenium supplementation in psoriasis patients.
Nutrition., 19 (2003), pp. 847-850
[20]
W. Chen, X. Zhou, W. Zhu.
Trace elements homeostatic imbalance in Psoriasis: a meta‐analysis.
Biol Trace Elem Res., 191 (2019), pp. 313-322
[21]
Valero Zanuy MÁ, F. Hawkins Carranza.
Metabolismo, fuentes endógenas y exógenas de vitamina D.
Rev Esp Enferm Metab Óseas., 16 (2007), pp. 63-70
[22]
A.A. Brożyna, R.M. Slominski, B. Nedoszytko, M.A. Zmijewski, A.T. Slominski.
Vitamin D signaling in Psoriasis: pathogenesis and therapy.
Int J Mol Sci., 23 (2022), pp. 8575
[23]
E. Formisano, E. Proietti, C. Borgarelli, L. Pisciotta.
Psoriasis and vitamin D: a systematic review and meta‐analysis.
Nutrients., 15 (2023), pp. 3387
[24]
Q. Dai, Y. Zhang, Q. Liu, C. Zhang.
Efficacy and safety of vitamin D supplementation on Psoriasis: a systematic review and meta‐analysis.
PLoS One., 18 (2023),
[25]
M. Jenssen, A.S. Furberg, R. Jorde, T. Wilsgaard, K. Danielsen.
Effect of vitamin D supplementation on Psoriasis severity in patients with lower‐range serum 25‐hydroxyvitamin D levels: a randomized clinical trial.
JAMA Dermatol., 159 (2023), pp. 518-525
[26]
A. Elmelid, M.S. Vandikas, M. Gillstedt, M. Alsterholm, A. Osmancevic.
The effect of phototherapy on systemic inflammation measured with serum vitamin D‐binding protein and hsCRP in patients with inflammatory skin disease.
Int J Mol Sci., 25 (2024),
[27]
Y. Ren, J. Liu, W. Li, H. Zheng, H. Dai, G. Qiu, et al.
Causal associations between vitamin D levels and psoriasis, atopic dermatitis, and vitiligo: a bidirectional two‐sample Mendelian randomization analysis.
Nutrients., 14 (2022), pp. 5284
[28]
E. Berardesca, N. Cameli.
Vitamin E supplementation in inflammatory skin diseases.
Dermatol Ther., 34 (2021),
[29]
X. Liu, G. Yang, M. Luo, Q. Lan, X. Shi, H. Deng, et al.
Niveles séricos de vitamina E y enfermedades inflamatorias crónicas de la piel: una revisión sistemática y un metanálisis.
PLoS One., 16 (2021),
[30]
B. Song, W. Liu, L. Du, X. Li, Y. Duan.
The association of psoriasis with composite dietary antioxidant index and its components: a cross‐sectional study from the national health and nutrition examination survey.
Nutr Metab (Lond)., 21 (2024), pp. 76
[31]
J. Garbicz, B. Całyniuk, M. Górski, M. Buczkowska, M. Piecuch, A. Kulik, et al.
Nutritional therapy in persons suffering from psoriasis.
Nutrients., 14 (2021), pp. 119
[32]
T.Y. Tsai, H. Yen, Y.C. Huang.
Serum homocysteine, folate and vitamin B12 levels in patients with psoriasis: a systematic review and meta‐analysis.
Br J Dermatol., 180 (2019), pp. 382-389
[33]
X. Lin, X. Meng, Z. Song.
Homocysteine and psoriasis.
Biosci Rep., 39 (2019),
[34]
M. Barberis, A. Rojas López.
Metabolic imbalance driving immune cell phenotype switching in autoimmune disorders: tipping the balance of T‐ and B‐cell interactions.
Clin Transl Med., 14 (2024),
[35]
S.K. Çakmak, Ü. Gül, C. Kiliç, M. Gönül, S. Soylu, A. Kilıç.
Homocysteine, vitamin B12 and folic acid levels in psoriasis patients.
J Eur Acad Dermatol Venereol., 23 (2009), pp. 300-303
[36]
V. Brazzelli, V. Grasso, L. Fornara, E. Moggio, G. Gamba, S. Villani, et al.
Homocysteine, vitamin B12 and folic acid levels in psoriatic patients and correlation with disease severity.
Int J Immunopathol Pharmacol., 23 (2010), pp. 911-916
[37]
F.J. Martínez-Navarro, F.J. Martínez-Morcillo, A. López-Muñoz, I. Pardo-Sánchez, T. Martínez-Menchón, R. Corbalán-Vélez, et al.
The vitamin B6‐regulated enzymes PYGL and G6PD fuel NADPH oxidases to promote skin inflammation.
Dev Comp Immunol., 108 (2020),
[38]
C.E. Orfanos, H. Pullmann, U. Runne, M. Kurka, V. Strunk, M. Künzig, et al.
Behandlung der Psoriasis mit Vitamin A Vitamin‐A‐Säure und oralen Retinoiden [Treatment of psoriasis using vitamin A, vitamin A acid and oral retinoids].
Hautarzt., 30 (1979), pp. 124-133
[39]
H.A.S. Bazid, A. Marae, N. Tayel, E. Serag, H. Selim, M.I. Mostafa, et al.
Assessment of cytochrome P450 1A1 gene polymorphism and vitamin A serum level in psoriasis vulgaris.
J Immunoassay Immunochem., 44 (2023), pp. 269-282
[40]
J.A. Johnson, C. Ma, K.N. Kanada, A.W. Armstrong.
Diet and nutrition in psoriasis: analysis of the national health and nutrition examination survey (NHANES) in the United States.
J Eur Acad Dermatol Venereol., 28 (2014), pp. 327-332
[41]
E. Campione, T. Cosio, C. Lanna, S. Mazzilli, A. Ventura, E. Dika, et al.
Predictive role of vitamin A serum concentration in psoriatic patients treated with IL‐17 inhibitors to prevent skin and systemic fungal infections.
J Pharmacol Sci., 144 (2020), pp. 52-56
[42]
M.A. Nystoriak, A. Bhatnagar.
Cardiovascular effects and benefits of exercise.
Front Cardiovasc Med., 5 (2018), pp. 135
[43]
S. Yeroushalmi, M. Hakimi, M. Chung, E. Bartholomew, T. Bhutani, W. Liao.
Psoriasis and exercise: a review.
Psoriasis (Auckl)., 12 (2022), pp. 189-197
[44]
W.L. Haskell, I.M. Lee, R.R. Pate, K.E. Powell, S.N. Blair, B.A. Franklin, et al.
American College of Sports Medicine; American Heart Association Physical activity and public health: updated recommendation for adults from the american college of sports medicine and the american heart association.
Circulation., 116 (2007), pp. 1081-1093
[45]
I. Snekvik, C.H. Smith, T.I.L. Nilsen, S.M. Langan, E.H. Modalsli, P.R. Romundstad, et al.
Obesity, waist circumference, weight change, and risk of incident psoriasis: prospective data from the HUNT study.
J Invest Dermatol., 137 (2017), pp. 2484-2490
[46]
P. Jensen, L. Skov.
Psoriasis and obesity.
Dermatology., 232 (2016), pp. 633-639
[47]
L. Naldi, A. Conti, S. Cazzaniga, A. atrizi, M. Pazzaglia, A. Lanzoni, et al.
Diet and physical exercise in psoriasis: a randomized controlled trial.
Br J Dermatol., 170 (2014), pp. 634-642
[48]
E. Duchnik, J. Kruk, A. Tuchowska, M. Marchlewicz.
The impact of diet and physical activity on psoriasis: a narrative review of the current evidence.
Nutrients., 15 (2023), pp. 840
[49]
L. Auker, L. Cordingley, S.R. Pye, C.E.M. Griffiths, H.S. Young.
What are the barriers to physical activity in patients with chronic plaque psoriasis?.
Br J Dermatol., 183 (2020), pp. 1094-1102
[50]
P. Katsimbri, E. Korakas, A. Kountouri, I. Ikonomidis, E. Tsougos, D. Vlachos, et al.
The effect of antioxidant and anti‐inflammatory capacity of diet on psoriasis and psoriatic arthritis phenotype: nutrition as therapeutic tool?.
Antioxidants (Basel)., 10 (2021), pp. 157
[51]
J. Neustadt.
Western diet and inflammation.
Integr Med., 5 (2006), pp. 14-18
[52]
V. Abrignani, A. Salvo, G. Pacinella, A. Tuttolomondo.
The Mediterranean diet, its microbiome connections, and cardiovascular health: a narrative review.
Int J Mol Sci., 25 (2024),
[53]
M. Cintoni, M. Palombaro, F.S. Maramao, P. Raoul, G. Egidi, E. Leonardi, et al.
Metabolic disorders and psoriasis: exploring the role of nutritional interventions.
Nutrients., 15 (2023),
[54]
P. Secchiero, E. Rimondi, A. Marcuzzi, G. Longo, C. Papi, M. Manfredini, et al.
Metabolic syndrome and Psoriasis: pivotal roles of chronic inflammation and gut microbiota.
Int J Mol Sci., 25 (2024),
[55]
S.K. Mahil, S.M. McSweeney, E. Kloczko, B. McGowan, J.N. Barker, C.H. Smith.
Does weight loss reduce the severity and incidence of psoriasis or psoriatic arthritis?. a critically appraised topic.
Br J Dermatol., 181 (2019), pp. 946-953
[56]
M.J. Yazdanpanah, S. Vahabi-Amlashi, M. Nematy, N. Shaelaei, S.A.R. Mohajeri, Z. Tafazzoli.
Association of serum lipid profiles and dietary intakes of vitamin E and fiber with psoriasis severity.
Caspian J Intern Med., 12 (2021), pp. 606-612
[57]
Z. Wu, Z. Gao, Y. Qiao, F. Chen, B. Guan, L. Wu, et al.
Long‐term results of bariatric surgery in adolescents with at least 5 years of follow‐up: a systematic review and meta‐analysis.
Obes Surg., 33 (2023), pp. 1730-1745
[58]
A. Hosseininasab, H. Mosavari, A. Rostami, M. Bahardoust, A. Izadi, A. Jaliliyan, et al.
The long‐term impact of bariatric surgery on psoriasis symptoms and severity: a prospective observational study.
Surg Obes Relat Dis., 20 (2024), pp. 1208-1213
[59]
M.M. Farias, P. Achurra, C. Boza, A. Vega, C. de la Cruz.
Psoriasis following bariatric surgery: clinical evolution and impact on quality of life on 10 patients.
Obes Surg., 22 (2012), pp. 877-880
[60]
D.M. Styne, S.A. Arslanian, E.L. Connor, I.S. Farooqi, M.H. Murad, J.H. Silverstein, et al.
Pediatric obesity – assessment, treatment, and prevention: an Endocrine Society clinical practice guideline.
J Clin Endocrinol Metab., 102 (2017), pp. 709-757
[61]
M. Lombardo, A. Franchi, R. Biolcati Rinaldi, G. Rizzo, M. D’Adamo, V. Guglielmi, et al.
Long‐term iron and vitamin B12 deficiency are present after bariatric surgery, despite the widespread use of supplements.
Int J Environ Res Public Health., 18 (2021), pp. 4541
[62]
S.S. Shahmiri, F. Eghbali, A. Ismaeil, B. Gholizadeh, R. Khalooeifard, R. Valizadeh, et al.
Selenium deficiency after bariatric surgery, incidence and symptoms: a systematic review and meta‐analysis.
Obes Surg., 32 (2022), pp. 1719-1725
[63]
A. Gasmi, G. Bjørklund, P.K. Mujawdiya, Y. Semenova, A. Dosa, S. Piscopo, et al.
Dietary supplements and bariatric surgery.
Crit Rev Food Sci Nutr., 63 (2023), pp. 7477-7488
[64]
J.O. Aaseth, J. Alexander.
Postoperative Osteoporosis in subjects with morbid obesity undergoing bariatric surgery with gastric bypass or sleeve gastrectomy.
Nutrients., 15 (2023), pp. 1302
[65]
D. Antoine, Z. Li, D. Quilliot, M.A. Sirveaux, D. Meyre, A. Mangeon, et al.
Medium term post‐bariatric surgery deficit of vitamin B12 is predicted by deficit at time of surgery.
Clin Nutr., 40 (2021), pp. 87-93
[66]
P. Fleming, J.W. Bai, M. Pratt, C. Sibbald, C. Lynde, W.P. Gulliver.
The prevalence of anxiety in patients with psoriasis: a systematic review of observational studies and clinical trials.
J Eur Acad Dermatol Venereol., 31 (2017), pp. 798-807
[67]
U. Mrowietz, M. Sümbül, S. Gerdes.
Depression, a major comorbidity of psoriatic disease, is caused by metabolic inflammation.
J Eur Acad Dermatol Venereol., 37 (2023), pp. 1731-1738
[68]
M.A. Gupta, D.R. Pur, B. Vujcic, A.K. Gupta.
Suicidal behaviors in the dermatology patient.
Clin Dermatol., 35 (2017), pp. 302-311
[69]
A. Hołdrowicz, A. Żebrowska.
Molecular link between psoriasis and depression‐update on pathophysiology.
Int J Mol Sci., 26 (2025),
[70]
F.M. Sahi, A. Masood, N.A. Danawar, A. Mekaiel, B.H. Malik.
Association between psoriasis and depression: a traditional review.
Cureus., 12 (2020),
[71]
B. Barankin, J. DeKoven.
Psychosocial effect of common skin diseases.
Can Fam Physician., 48 (2002), pp. 712-716

Como citar este artigo: Valenzuela F, Benavides E, Echeverry EV, Hartmann D, Bilicic D. Complementary strategies in Psoriasis – Non‐pharmacological approaches for comprehensive management. An Bras Dermatol. 2026;101:501356.

Trabalho realizado no Hospital Clínico Universidad de Chile, Santiago, Chile.

Copyright © 2026. Sociedade Brasileira de Dermatologia
Baixar PDF
Idiomas
Anais Brasileiros de Dermatologia (Portuguese)
Opções de artigo
Ferramentas